Putin diz a empresários russos que não tinha escolha em relação à Ucrânia

Publicado em 24/02/2022 15:50

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que não tinha outra opção a não ser ordenar o que chamou de uma operação especial contra a Ucrânia, dizendo que todas as tentativas anteriores de Moscou para alterar a situação de segurança não deram em nada.

O presidente norte-americano, Joe Biden, disse que apenas a Rússia é responsável pelas mortes e destruição que esse ataque à Ucrânia irá provocar. 

Em uma reunião televisionada com líderes empresariais, Putin disse a Alexander Shokhin, diretor da União Russa de Industriais e Empreendedores, que a Rússia foi forçada a tomar ações e que sabia que as sanções as acompanhariam. 

"Todos nós entendemos o mundo em que vivemos e estamos preparados, de uma maneira ou de outra, para o que está acontecendo agora em termos de política de sanções", disse Putin. "A Rússia continua fazendo parte da economia global."

Shokhin disse que a Rússia deveria estimular uma demanda extra da parte de investidores privados por títulos da dívida pública do país, por conta das sanções ocidentais sobre os bônus estatais russos, alertando que novas sanções serão mais duras que as anteriores e poderão interromper as cadeias logísticas e de fornecimento. 

Ele também pediu que as nações ocidentais não apliquem sanções a projetos climáticos.

"Eu quero agradecê-los pelo que foi feito até agora em condições bem difíceis", disse Putin a Shokhin.

(Reportagem de Andrey Ostroukh, Anastasia Lyrchikova e Tamara Vaal)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa destoa do exterior e recua pressionado por Petrobras
Dólar fecha em R$4,9836, no menor valor do ano, após Irã reabrir Estreito de Ormuz
Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz
Petrobras deixa de atender 10% do pedido de diesel de distribuidoras para maio, dizem fontes
Brasil soma mais de 200 invasões de propriedades rurais nos últimos três anos
Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com entrada em vigor de acordo com Mercosul, diz Apex