Wall St sobe após Rússia se dizer pronta para conversas com Ucrânia

Publicado em 25/02/2022 13:55

(Reuters) - Os índices em Wall Street subiam nesta sexta-feira, dando sequência à alta da sessão anterior, depois de o Kremlin dizer que o presidente russo, Vladimir Putin, está pronto para enviar uma delegação a Minsk, capital de Belarus, para negociações com a Ucrânia.

A notícia acalmou os nervos de investidores, depois de temores sobre consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia e duras sanções do Ocidente desencadearam uma onda de vendas nos mercados globais nesta semana.

"Verdade ou não, esse foi o catalisador para nos impulsionar. Continuamos em um mercado instável e guiado pelas manchetes", disse Dennis Dick, operador de mesa proprietária da Bright Trading LLC em Las Vegas.

"Em 2020, estávamos comprando na baixa e vendendo três dias depois e ganhando dinheiro. Neste ambiente, você pode comprar na queda e vender 5 minutos depois."

Oito dos 11 principais setores do S&P avançavam, com energia e finanças em altas de 1,7% e 1,3%, respectivamente.

Tecnologia da informação e consumo discricionário, setores que abrigam algumas das empresas de megacapitalização de mercado, tinham desempenho inferior após um rali na sessão anterior.

Às 12:57 (de Brasília), o índice S&P 500 ganhava 0,91%, a 4.327,63 pontos, enquanto o Dow Jones subia 1,48%, a 33.714,46 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite avançava 0,78%, a 13.578,11 pontos.

(Por Devik Jain e Bansari Mayur Kamdar)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ações de Hong Kong se recuperam após decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas
Brasil e Coreia do Sul concordam em ampliar cooperação em minerais e comércio
UE diz que não aceitará nenhum aumento nas tarifas dos EUA após decisão da Suprema Corte: “acordo é acordo”
Índia adia negociações comerciais com os EUA após Suprema Corte rejeitar tarifas de Trump, diz fonte
Chefe do comércio dos EUA afirma que nenhum país disse que irá se retirar dos acordos tarifários
Alckmin diz que nova tarifa de 10% anunciada por Trump não afeta competitividade do Brasil