Casa Branca cobra da China condenação à invasão da Ucrânia

Publicado em 27/02/2022 16:10

WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca cobrou neste domingo que a China condene a invasão da Ucrânia pela Rússia, enquanto o ataque de Moscou contra seu vizinho continua e o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a colocação das forças nucleares em alerta máximo.

A China implementou algumas sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados contra a Rússia por causa da invasão e falou a favor da soberania ucraniana na semana passada, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em entrevista à MSNBC. No entanto, ela deixou claro que Pequim deveria fazer mais.

"Não é hora de ficar de lado. É hora de falar e condenar as ações do presidente Putin e da Rússia invadindo um país soberano", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em entrevista à MSNBC.

Ela disse que o presidente dos EUA, Joe Biden, não falou com o líder chinês Xi Jinping recentemente e não descartou uma ligação no futuro.

"Mas também há passos importantes para a liderança chinesa olhar para si mesma e realmente avaliar onde quer ficar à medida que os livros de História são escritos", disse Psaki.

O próprio Biden deu apenas um golpe velado na China na semana passada, depois que Pequim rejeitou chamar a ação de Moscou de invasão e pediu a todos os lados para exercerem moderação.

"Putin será um pária no cenário internacional. Qualquer nação que aprovar a agressão da Rússia contra a Ucrânia será manchada por associação", disse Biden sem citar a China.

Os comentários de Psaki no domingo foram mais contundentes, vindo horas depois de Putin ordenar que seu comando militar colocasse a dissuasão nuclear da Rússia em alerta máximo diante da resposta ocidental à guerra.

A China é o maior parceiro comercial da Rússia para exportações e importações, comprando um terço das exportações de petróleo da Rússia em 2020 e fornecendo produtos manufaturados de telefones celulares e computadores a brinquedos e roupas.

Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Canadá, Austrália e União Europeia anunciaram mais sanções a Moscou além de penalidades na semana passada, incluindo uma medida da Alemanha para suspender um gasoduto de 11 bilhões de dólares da Rússia.

(Por Doina Chiacu)

Fonte: Reuters

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