China não aderirá a sanções contra Rússia, diz órgão regulador bancário

Publicado em 02/03/2022 09:21 e atualizado em 02/03/2022 10:40

PEQUIM (Reuters) - A China não aderirá à adoção de sanções contra a Rússia liderada pelo Ocidente, disse o órgão regulador bancário do país nesta quarta-feira, acrescentando que acredita que o impacto dessas medidas sobre a segunda maior economia do mundo será limitado.

O país asiático, que se recusou a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia, tem repetidamente criticado o que chama de sanções ilegais e unilaterais.

"No que diz respeito às sanções financeiras, nós não as aprovamos, especialmente as sanções lançadas unilateralmente, porque elas não funcionam bem e não têm fundamento legal", disse Guo Shuqing, presidente da Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, em entrevista coletiva.

"Não participaremos de tais sanções. Continuaremos a manter as trocas econômicas e comerciais normais com as partes relevantes", disse ele.

China e Rússia têm se aproximado cada vez mais nos últimos anos, inclusive como parceiras comerciais. O comércio total entre os dois países saltou 35,9% no ano passado, para um recorde de 146,9 bilhões de dólares, segundo dados da alfândega chinesa, com a Rússia servindo como uma importante fonte de petróleo, gás, carvão e commodities agrícolas e registrando superávit comercial com a China.

"O impacto das sanções na economia e no setor financeiro da China até agora não é muito significativo", acrescentou Guo. "No geral, elas não terão muito impacto (na China), mesmo no futuro."

(Por Kevin Yao)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição