Ucrânia e Rússia enviam mensagens mistas sobre plano para negociações de paz

Publicado em 02/03/2022 17:04

MOSCOU/LVIV (Reuters) - Negociadores russos esperam que autoridades ucranianas cheguem a Belarus para iniciar a próxima rodada de negociações de paz na manhã de quinta-feira, segundo agências de notícias da Rússia, mas um auxiliar da presidência da Ucrânia pareceu colocar em dúvida esse plano.

Enquanto forças russas fecham o cerco em torno de grandes cidades ucranianas, o negociador de Moscou, Vladimir Medinsky, disse nesta quarta-feira que a delegação ucraniana para as negociações havia recebido um corredor de segurança, segundo a agência russa TASS.

Mas o conselheiro da presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, indicou que o horário exato das conversas ainda não havia sido determinado.

"É questionável se sem a presença do outro lado (ucraniano) na mesa de negociações, as negociações podem acontecer. Então vamos apenas esperar pelo verdadeiro começo do diálogo", disse, no Twitter.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy havia dito anteriormente que a Rússia precisa parar de bombardear seu país se quiser negociar.

Após quase uma semana, a Rússia ainda não atingiu seu objetivo de depor o governo da Ucrânia, mas, segundo o serviço de emergência ucraniano, matou mais de 2.000 civis e destruiu hospitais, jardins de infância e moradias.

Moscou nega ter civis como alvo e diz que busca desarmar a Ucrânia, um país de mais de 40 milhões de pessoas, com uma "operação militar especial".

(Reportagem de Mark Trevelyan e Redação de Moscou; Natalia Zinets, em Lviv)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Arábia Saudita emite alertas de segurança abrangentes após uma semana de ataques
Ações europeias atingem mínima em três meses com temores sobre inflação e de juros
Superávit comercial do Brasil deve superar US$90 bi em 2026, diz Márcio Rosa
Rendimentos dos títulos globais atingem novas máximas
Moraes nega irregularidades em caso Master e aponta motivação político-eleitoral em investigação
Economistas veem déficit primário menor e dívida mais alta em 2026 e 2027, mostra Prisma