Negociações nucleares com Irã parecem perto do clímax, mas ainda não há acordo

Publicado em 04/03/2022 09:05

Por Francois Murphy e Parisa Hafezi

VIENA (Reuters) - As negociações sobre a retomada do acordo nuclear iraniano de 2015 pareciam estar perto de um clímax com conversas sobre uma reunião ministerial iminente, ao mesmo tempo em que um relatório da ONU mostrou na quinta-feira que o Irã está a caminho de acumular urânio enriquecido suficiente para uma bomba, caso seja mais purificado.

"Estamos perto de um possível acordo", disse Jalina Porter, principal porta-voz adjunta do Departamento de Estado dos EUA, a repórteres, alertando que questões não resolvidas permanecem e que o tempo é essencial, dado o ritmo dos avanços nucleares do Irã.

O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostrou que o estoque de urânio enriquecido do Irã com até 60% de pureza cindível quase dobrou para 33,2 kg, o que um diplomata sênior disse ser cerca de três quartos da quantidade necessária, se enriquecido ainda mais, para uma bomba nuclear de acordo com um critério comum.

O relatório da agência nuclear da ONU foi visto pela Reuters enquanto os negociadores buscam ressuscitar o acordo entre as potências mundiais e o Irã, sob o qual Teerã concordou em limitar seu programa nuclear em troca de alívio das sanções econômicas que reduziram suas exportações de petróleo.

No entanto, autoridades norte-americanas, iranianas e europeias disseram que um acordo ainda não foi alcançado, mesmo com alguns participantes otimistas.

"Há algumas questões que precisam ser finalizadas... as questões pendentes são relativamente pequenas, mas ainda não resolvidas", disse o enviado da Rússia, Mikhail Ulyanov, que em público tem sido o participante mais otimista nos 11 meses de negociações.

Ulyanov afirmou a repórteres não acreditar que as negociações entrariam em colapso e que uma reunião ministerial - normalmente onde um acordo seria abençoado - era provável, mas ele não poderia dizer se seria no sábado, domingo ou segunda-feira.

Fonte: Reuters

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