Bullard, do Fed, quer os juros em até 3,5% ao fim do ano

Publicado em 19/04/2022 08:31

(Reuters) - A inflação nos Estados Unidos está "alta demais", disse nesta segunda-feira o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, ao repetir seu argumento para defender o aumento da taxa de juros para 3,5% até o fim do ano, a fim de desacelerar a maior inflação em 40 anos.

"O que precisamos fazer agora é chegar rapidamente à neutralidade e partir daí", afirmou Bullard em evento virtual realizado pelo Conselho de Relações Exteriores. Mas com a expectativa de que o crescimento econômico permaneça acima de seu potencial, acrescentou, a economia não entrará em recessão e a taxa de desemprego, agora em 3,6%, provavelmente cairá abaixo de 3% neste ano.

O Fed elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual no mês passado, e as previsões do banco central dos EUA divulgadas na época mostraram que as autoridades esperavam que os juros subissem para 1,9% até o fim do ano. A trajetória preferencial para os juros descrita por Bullard exigiria aumentos de 0,50 ponto percentual em todas as seis reuniões restantes do Fed neste ano.

O caminho mais plausível dos juros provavelmente está em algum lugar no meio, com base nos contratos futuros da taxa básica, que atualmente precificam uma faixa de juros de 2,5% a 2,75% no fim do ano.

Bullard disse que também quer iniciar a redução do balanço do Fed em uma próxima reunião, embora tenha dito não ver necessidade de começar a vender títulos, a menos que a inflação não recue como o banco central espera.

(Por Ann Saphir)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar cai pela terceira sessão consecutiva em dia positivo para ações no Brasil
Ibovespa fecha em alta firme com impulso de blue chips
Trump ameaça infraestrutura iraniana após Houthis bloquearem via estratégica no Mar Vermelho
Petróleo sobe mais de 3% e fecha na máxima em seis semanas com tensões no Oriente Médio
Empresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 bi
Ataques do Irã a instalações da CIA levantam questões sobre possível papel da Rússia