Jatos russos e chineses realizam patrulha no leste da Ásia ao fim de viagem de Biden

Publicado em 24/05/2022 12:13

Por Nobuhiro Kubo e Michael Martina e Hyonhee Shin

(Reuters) - Aviões militares russos e chineses realizaram exercícios conjuntos para patrulhar a região Ásia-Pacífico, disse o Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira, na conclusão de uma viagem do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à Ásia que irritou Pequim.

A patrulha conjunta durou 13 horas sobre os mares do Japão e do Leste da China e envolveu bombardeiros estratégicos russos Tu-95 e jatos chineses Xian H-6, disse o Ministério da Defesa em comunicado.

O ministro da Defesa do Japão chamou o exercício de provocação, enquanto uma autoridade dos EUA afirmou que revela a profundidade da cooperação dos dois países.

Aviões das Forças Aéreas japonesa e sul-coreana seguiram os jatos russos e chineses durante parte do exercício, segundo o ministério russo.

O Japão despachou jatos depois que aviões de guerra russos e chineses se aproximaram de seu espaço aéreo enquanto Tóquio hospedava os líderes do grupo Quad de países que inclui os Estados Unidos, disse o ministro da Defesa, Nobuo Kishi.

Tóquio transmitiu "graves preocupações" à Rússia e à China por meio de canais diplomáticos, afirmou Kishi em entrevista coletiva.

Ele caracterizou o incidente como uma provável provocação de Pequim e Moscou em um dia em que Biden, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o recém-eleito líder da Austrália, Anthony Albanese, estavam se reunindo em Tóquio.

"Acreditamos que o fato desta ação ter sido tomada durante a cúpula do Quad a torna mais provocativa do que no passado", disse ele, acrescentando que foi o quarto incidente desse tipo desde novembro.

O Ministério da Defesa da China confirmou a patrulha aérea conjunta sobre o Mar do Japão, Mar do Leste da China e Pacífico Ocidental e a chamou de parte de um exercício militar anual.

A medida marca o primeiro exercício militar conjunto da China e da Rússia desde que Moscou invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, segundo uma autoridade dos EUA, e ocorreu no final da viagem de Biden.

Fonte: Reuters

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