IGP-DI acelera alta a 0,69% em maio com impulso de commodities, diz FGV

Publicado em 08/06/2022 08:44 e atualizado em 08/06/2022 09:54

Os preços de commodities agrícolas e combustíveis pressionaram e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta a 0,69% em maio, depois de subir 0,41% em abril, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado do mês ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,79%, e levou o índice a acumular nos 12 meses até maio alta de 10,56%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,55% em maio, acima da taxa de 0,19% no mês anterior.

"Grandes commodities agrícolas e combustíveis responderam por parcela importante do resultado do IPA, sendo os destaques: diesel (de 6,87% para 6,38%), soja (de -8,02% para 2,76%) e cana-de-açúcar (de 0,66% para 3,65%)", disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços.

Já o avanço do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) --que responde por 30% do IGP-DI-- enfraqueceu a 0,50% no período, de 1,08% em abril.

De acordo com a FGV, seis das oito classes de despesa componentes do IPC registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (de 1,58% para 0,45%), Transportes (2,13% para 1,02%) e Habitação (-0,69% para -1,37%).

A alta do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, acelerou a 2,28% em maio, de 0,95% em abril.

O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Bolsonaro tem prisão domiciliar prorrogada por questões de saúde
Dólar acompanha exterior e cai ante o real em sessão com liquidez menor
Ibovespa avança e fecha acima de 174 mil pontos em pregão com volume reduzido sem Wall St
Taxas de DIs caem no Brasil após dados fracos da indústria em sessão sem os Treasuries
Exportações brasileiras de petróleo, minério de ferro e soja avançam em junho
Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes