Novas compras de títulos pelo BCE não devem atrapalhar o combate à inflação, diz vice-presidente

Publicado em 22/06/2022 09:32

Por Jesús Aguado e Emma Pinedo

MADRI (Reuters) - A ferramenta do Banco Central Europeu para combater o aumento dos rendimentos da dívida governamental em alguns países da zona do euro não deve interferir no objetivo do banco de controlar a inflação, disse nesta quarta-feira o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos.

"Os instrumentos de fragmentação não devem interferir na abordagem geral da política monetária, que deve se concentrar no combate à inflação", disse De Guindos a um evento financeiro na Espanha.

Em uma reunião de emergência na semana passada, o Banco Central Europeu decidiu direcionar o reinvestimento dos títulos para ajudar países da região sul do bloco e conceber um novo instrumento para conter a divergência nos custos dos empréstimos.

De Guindos disse que a implementação de um instrumento específico para evitar a fragmentação "permitirá que a política monetária aja com mais força para reduzir a inflação em direção ao caminho definido pelo BCE" de uma meta de 2% a médio prazo.

O BCE sinalizou aumentos futuros dos juros para reduzir a inflação, que atingiu um recorde de 8,1% no mês passado na zona do euro.

No mesmo evento, a ministra espanhola da Economia, Nadia Calvino, disse que ela e seus colegas da UE não discutiram as condições de uma ferramenta antifragmentação na semana passada.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Trump chama decisão da Suprema Corte sobre tarifas de uma "vergonha", dizem fontes
UE diz analisar cuidadosamente rejeição da Suprema Corte dos EUA às tarifas de Trump
Wall Street sobe após decisão da Suprema Corte dos EUA contra tarifas de Trump
Ibovespa ensaia melhora após decisão sobre tarifas nos EUA
Taxas dos DIs passam a ceder após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump
Suprema Corte dos EUA rejeita tarifas globais de Trump