Chefe do FMI alerta contra "complacência" em relação a problemas de dívida globais

Publicado em 11/07/2022 10:04

Por Andrea Shalal

(Reuters) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, está pressionando a China e outras economias do Grupo dos 20 a acelerar o alívio da dívida para um número crescente de países altamente endividados, alertando que o fracasso em fazê-lo pode desencadear uma "espiral descendente" prejudicial.

Georgieva disse à Reuters que é crucial impulsionar o Marco Comum para negociação de dívidas, programa amplamente paralisado que foi adotado pelo G20 e pelo Clube de Paris de credores oficiais em outubro de 2020, mas não conseguiu entregar um único resultado até agora.

"Este é um tópico sobre o qual não podemos ter complacência", disse ela. "Se a confiança for corroída a ponto de haver uma espiral descendente, não se sabe onde isso terminará", disse a chefe do FMI em entrevista no final da semana passada, antes de reunião desta semana de autoridades financeiras na Indonésia.

Georgieva disse que quase um terço dos países de mercados emergentes e duas vezes essa proporção de países de baixa renda estão com dificuldades envolvendo a dívida, com a situação piorando à medida que as economias avançadas aumentaram suas taxas de juros.

Ela fez um apelo à China para que coordene melhor seus múltiplos credores, alertando que o país seria o "primeiro a perder dramaticamente" se os atuais problemas de dívida se transformarem numa crise total.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Guerra no Oriente Médio vai reduzir crescimento e com impacto em cascata, diz presidente do Banco Mundial
Equipe dos EUA vai às negociações com Irã no Paquistão com baixas expectativas
Ibovespa renova recordes com investidor de olho no Oriente Médio
Dólar volta a cair e se aproxima dos R$5,00 sob influência do exterior
Wall St encerra sem direção comum conforme investidores avaliam negociações no Oriente Médio
Reino Unido convocará mais negociações sobre Estreito de Ormuz na próxima semana, diz autoridade