Bolsonaro reafirma que não irá aderir a sanções contra Rússia, apesar de conversa com Zelenskiy

Publicado em 22/07/2022 13:00

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro reafirmou nesta sexta-feira que o Brasil não irá aderir a sanções contra a Rússia e que, na conversa com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, na última segunda-feira, informou que não atenderá seu pedido de uma posição mais firme contra a Rússia.

"O que eu estou fazendo não é o que ele quer. A Otan é o local adequado para buscar solucionar esse conflito", disse Bolsonaro a jornalistas durante uma visita que fez a um posto de combustíveis em Brasília.

Segundo o presidente, Zelenskiy "desabafou" durante a conversa, mas ele, Bolsonaro, manteve "a posição de estadista."

O presidente deixou claro que não irá aderir a sanções contra Rússia. No momento, apesar da guerra, o governo brasileiro fez uma compra de fertilizantes do país e negocia a aquisição de óleo diesel.

"Nós não vamos aderir a essas sanções econômicas, continuamos em equilíbrio. Se eu não tivesse mantido a posição de equilíbrio vocês acham que nós teríamos fertilizantes no Brasil? Como estaria nossa segurança alimentar e de mais de 1 bilhão de pessoas no mundo?", questionou.

Na segunda-feira, Zelenskiy disse em uma publicação no Twitter que informou Bolsonaro sobre a situação no front da guerra do país com a Rússia e fez um pedido para que todos se juntem na aplicação de sanções contra Moscou.

Em entrevista à TV Globo, divulgada na terça-feira, o presidente da Ucrânia criticou a posição de neutralidade de Bolsonaro diante da invasão russa.

Fonte: Reuters

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