Ucrânia enfrentará inverno mais difícil até agora, mas meta de reserva de gás deve ser alcançada

Publicado em 25/08/2022 18:09

Por Pavel Polityuk

KIEV (Reuters) - A Ucrânia irá enfrentar o inverno mais difícil da história moderna, mas deve conseguir atingir a meta do governo de construir 19 bilhões de metros cúbicos de reservas de gás natural a tempo, afirmou o ministro da Energia do país, German Galushchenko, nesta quinta-feira.

A Ucrânia abandonou as importações russas de gás natural em 2015 e agora obtém seu gás do resto da Europa, mas os preços crescentes e o enorme custo da invasão russa iniciada em 24 de fevereiro colocam em dúvida a viabilidade de acumular uma quantidade tão grande de combustível. A Rússia chama suas ações de "operação militar especial".

Alcançar a meta de reserva de 19 bilhões de metros cúbicos pode tranquilizar os ucranianos que se preparam para um inverno difícil de guerra e de séria escassez de energia, já que o gás natural é amplamente utilizado para aquecer residências.

"Acho que durante esta temporada chegaremos mais ou menos a 19 bilhões", disse Galushchenko à Reuters, observando que o país precisa de parte desse volume de gás como garantia em "situações críticas".

O governo não divulga suas estimativas de consumo doméstico de gás, mas Galushchenko disse acreditar que há combustível suficiente para passar o inverno.

Mas ele previu que o inverno iminente será o pior da Ucrânia desde que o país conquistou a independência da União Soviética em 1991.

"Não há dúvida sobre isso -- e não apenas para a Ucrânia, mas também para a Europa. Haverá desafios que a Europa nunca viu antes", afirmou.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Chanceler do Irã diz que agora cabe aos EUA aceitar plano de 7 dias
Dólar fecha em leve baixa com eleição, exterior e IPCA-15 no foco
Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras
Juros futuros caem em dia de baixa do petróleo e IPCA-15, com eleição em foco
Preço do diesel S-10 sobe 6,5% em setembro e atinge maior valor desde abril, aponta ANP
Putin diz que todas propostas de paz para Ucrânia estão em discussão, mas que Rússia pesa seus interesses