Cúpula do G20 condena guerra na Ucrânia "nos termos mais fortes"

Publicado em 16/11/2022 08:50

Por Ananda Teresia e Stanley Widianto

NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - Líderes dos países do Grupo dos 20 (G20) condenaram a agressão da Rússia na Ucrânia "nos termos mais fortes", nesta quarta-feira, e exigiram sua retirada incondicional em uma declaração adotada no final de uma cúpula de dois dias.

Os líderes das maiores economias do mundo também concordaram em acompanhar cuidadosamente as elevações das taxas de juros e alertaram para o "aumento da volatilidade" nos movimentos cambiais, mas foi a Ucrânia que dominou a cúpula na ilha indonésia de Bali.

"A maioria dos membros condenou veementemente a guerra na Ucrânia", disseram os líderes em sua declaração, sinalizando que a Rússia, que é membro do G20, se opõe ao texto.

A declaração reconheceu que "havia outros pontos de vista e avaliações diferentes da situação e das sanções", mas três diplomatas disseram que foi adotada por unanimidade.

Os líderes do G20 também afirmaram na declaração que o uso ou ameaça de uso de armas nucleares era "inadmissível".

"É essencial defender o direito internacional e o sistema multilateral que protege a paz e a estabilidade. Isso inclui defender todos os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e aderir ao direito humanitário internacional", disseram.

O presidente da anfitriã Indonésia, Joko Widodo, afirmou que a guerra na Ucrânia foi a questão mais controversa.

"A discussão sobre isso foi muito, muito dura e no final os líderes do G20 concordaram com o conteúdo da declaração, que foi a condenação da guerra na Ucrânia porque violou as fronteiras e a integridade do país", declarou ele.

O governo chinês não fez comentários imediatos sobre a declaração, mas sua mídia estatal publicou uma tradução dela em chinês.

Em uma pausa nas negociações, os líderes do G20 vestiram camisas brancas, alguns com bonés com o logotipo do G20, e participaram de uma cerimônia de plantio de mudas de mangue para sinalizar a luta contra as mudanças climáticas.

Eles concordaram em buscar esforços para limitar o aumento das temperaturas globais a 1,5°C, incluindo a aceleração dos esforços para reduzir gradualmente o uso de carvão.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

EUA insistem que Irã se comprometa a interromper ataques no Estreito de Ormuz, dizem autoridades
Irã nega ter solicitado negociações com EUA depois que Trump disse que diálogo continuaria
Dólar acompanha exterior e cai para a faixa dos R$5,10
Ibovespa salta quase 3% e orbita 178 mil pontos, após inflação reforçar aposta de queda da Selic em agosto
Relatório do Fed menciona aceleração da inflação
Wall Street ronda estabilidade antes de estreia da sul-coreana SK Hynix