Governo central tem superávit de R$30,8 bi em outubro e Tesouro defende esforço fiscal

Publicado em 29/11/2022 15:06 e atualizado em 29/11/2022 16:17

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O governo central registrou um superávit primário de 30,801 bilhões de reais em outubro, informou o Tesouro nesta terça-feira. O dado, que reúne contas de Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, veio melhor que a projeção do mercado, de superávit de 25,671 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters com analistas.

As receitas do governo central, já descontadas as transferências obrigatórias a Estados e municípios, cresceram 2,8% em termos reais em outubro sobre o mesmo mês de 2021, para 171,226 bilhões de reais.

No mês, as receitas foram reforçadas pelo aumento da arrecadação previdenciária e do Imposto de Renda.

Já as despesas do governo cresceram 3,1% acima da inflação no mês passado, a 140,465 bilhões de reais, com alta nos gastos previdenciários e repasses a governos regionais, parcialmente compensada por uma queda de despesas com o combate à Covid e recuo nos desembolsos discricionários de ministérios.

No acumulado de janeiro a outubro, o superávit nas contas públicas ficou em 64,438 bilhões de reais, contra um rombo de 53,085 bilhões de reais em igual período de 2021. Em 12 meses, o superávit primário é de 85,7 bilhões de reais, equivalente a 1,02% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o Tesouro, com a contribuição positiva dos governos regionais, a devolução de recursos emprestados ao BNDES e a revisão do PIB de 2020, é provável que a dívida bruta do governo se aproxime de 74% do PIB em dezembro de 2022, ante o patamar de 77,1% observado em setembro.

"Trata-se de um resultado bastante expressivo que diferencia o país da tendência observada nas principais economias globais", afirmou em nota.

O órgão ponderou que, ainda assim, a dívida brasileira estaria cerca de 9 pontos percentuais acima da média projetada para os países emergentes.

"É importante que o país prossiga em seu esforço de consolidação fiscal, especialmente numa conjuntura mundial em que são esperados menor crescimento e maiores taxas de juros nos próximos anos, combinação essa que vai exigir maior contribuição das contas primárias para a sustentabilidade do endividamento público", afirmou.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Rússia ataca Kiev após breve pausa para visita de enviados dos EUA, matando 5 pessoas
Wall Street recua com petróleo em máxima de mais de seis semanas por tensões no Golfo
Segunda Turma do STF tem maioria para manter diretor da PF afastado
Ibovespa avança 2% e ronda 189 mil pontos com eleição e commodities sob holofote
Taxas dos DIs voltam a ceder influenciadas por disputa eleitoral e Treasuries
Dólar abre em baixa após pesquisas mostrarem disputa acirrada entre Lula e Flávio