Chanceler russo critica postura do Ocidente sobre órgão de segurança europeu

Publicado em 01/12/2022 13:18 e atualizado em 01/12/2022 14:31

 

(Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta quinta-feira que grandes problemas se acumularam na Organização para Segurança e Cooperação na Europa, acusando o Ocidente de rejeitar a chance de fazer da OSCE uma verdadeira ponte com a Rússia após a Guerra Fria.

 

 

Em uma coletiva de imprensa, Lavrov fez uma longa explanação das queixas históricas da Rússia contra o Ocidente, dizendo que a "ampliação imprudente" da Otan desvalorizou os princípios básicos da OSCE, de 57 nações, o principal órgão de supervisão da segurança e dos direitos na Europa.

"Aproveitando-se de sua superioridade numérica nesta organização, o Ocidente vem tentando há muitos anos, se quiserem, privatizá-la. Ou talvez seja mais correto dizer que está tentando realizar uma operação de aquisição da OSCE, para subjugar esta última plataforma para o diálogo regional", disse Lavrov.

A Polônia não concedeu vistos a uma delegação russa para participar de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da OSCE em Lodz na quinta e sexta-feira, e disse que Moscou seria representada por seu delegado permanente na OSCE.

A Ucrânia também criticou a OSCE, dizendo que a Rússia deveria ser removida dela após a invasão. Kiev também se opôs ao título de um evento na reunião de Lodz que se referia a uma encruzilhada da OSCE.

"Eu ousei discordar do título. A OSCE está em uma estrada para o inferno porque a Rússia abusa de suas regras e princípios...", escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no Twitter.

"Tudo foi tentado em relação à Rússia: agradar, apaziguar, ser legal, ser neutro, engajar, não chamar uma pá de pá. Conclusão: seria melhor para a OSCE continuar sem a Rússia."

Falando em Lodz, a subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, disse que a Rússia "fracassou comprovadamente em quebrar a OSCE".

"Pelo contrário, esta organização, como a ONU, disse 'não' aos esforços de Moscou para dividi-la, paralisá-la, destruí-la", disse ela.

(Reportagem da Reuters)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Rússia ataca Kiev após breve pausa para visita de enviados dos EUA, matando 5 pessoas
Wall Street recua com petróleo em máxima de mais de seis semanas por tensões no Golfo
Segunda Turma do STF tem maioria para manter diretor da PF afastado
Ibovespa avança 2% e ronda 189 mil pontos com eleição e commodities sob holofote
Taxas dos DIs voltam a ceder influenciadas por disputa eleitoral e Treasuries
Dólar abre em baixa após pesquisas mostrarem disputa acirrada entre Lula e Flávio