China adia importante reunião econômica em meio a surto de Covid-19, diz Bloomberg News

Publicado em 13/12/2022 08:52

(Reuters) - A China vai adiar uma importante reunião econômica depois que as infecções por Covid-19 aumentaram em Pequim, de acordo com reportagem da Bloomberg News nesta terça-feira, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

A Conferência Central de Trabalho Econômico, realizada a portas fechadas, deveria começar ainda nesta semana. No encontro, os líderes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping, deveriam traçar um curso de recuperação para a economia atingida pela Covid-19 para 2023, incluindo mais planos de estímulo.

A matéria da Bloomberg disse que não há cronograma definido para quando a reunião será remarcada.

A reunião costuma ter a participação de membros do Politburo e chefes de agências governamentais, bem como líderes provinciais. Nela, uma meta de crescimento para o próximo ano deve ser endossada, embora não seja anunciada publicamente até a reunião anual do Parlamento chinês, geralmente realizada em março.

Depois que a China afrouxou algumas das regras rígidas contra a Covid na semana passada, a capital Pequim registrou um aumento de infecções com uma queda acentuada na atividade econômica nos últimos dias.

O Politburo da China, principal órgão de tomada de decisão do Partido Comunista, disse na semana passada que a política fiscal será intensificada e se tornará mais eficaz no próximo ano, enquanto a política monetária será direcionada e vigorosa.

Embora isso deva colocar o crescimento de volta em uma base mais sólida no longo prazo, um aumento nas infecções por Covid-19 pode colocar mais pressão sobre a frágil economia no curto prazo, afetando as empresas e deixando os consumidores cautelosos quanto a seus gastos.

Pressionada pelos lockdowns contra a Covid-19, a economia da China cresceu apenas 3% nos três primeiros trimestres do ano e deve permanecer com essa taxa durante todo o ano, bem abaixo da meta oficial de "cerca de 5,5%".

(Reportagem da redação de Pequim; Reportagem adicional de Akanksha Khushi em Bengaluru)

   

Fonte: Reuters

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