Putin determina fortalecimento das fronteiras russas e maior controle da sociedade por forças especiais

Publicado em 20/12/2022 08:01 e atualizado em 20/12/2022 08:46

(Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira o fortalecimento das fronteiras da Rússia e instruiu os serviços especiais a manter o controle de reuniões de massa e garantir a segurança das pessoas nas regiões da Ucrânia que Moscou reivindica como suas, relataram agências de notícias.

"O trabalho deve ser intensificado por meio dos serviços de fronteira e do Serviço Federal de Segurança (FSB)", disse Putin, segundo a agência de notícias estatal russa RIA.

"E ela (a fronteira) deve ser coberta de forma confiável. Qualquer tentativa de violá-la deve ser frustrada de forma rápida e eficaz usando quaisquer forças e meios que temos à nossa disposição, incluindo unidades de ação móveis e forças especiais."

Falando no Dia dos Serviços de Segurança, que é amplamente comemorado na Rússia, Putin instruiu as forças a aumentar o controle da sociedade e maximizar seu "uso do potencial operacional, técnico e pessoal" para prevenir riscos vindos do exterior e traidores internos.

"Máxima compostura e concentração de forças agora é exigida das agências de contra-espionagem, incluindo inteligência militar", disse a agência estatal Tass, citando Putin.

"É necessário reprimir severamente as ações dos serviços especiais estrangeiros, identificar rapidamente traidores, espiões e sabotadores", acrescentou.

Ele também disse que é tarefa dos serviços especiais garantir a segurança das pessoas que vivem em regiões da Ucrânia que Moscou reivindicou em setembro como suas -- e que Kiev e seus aliados ocidentais chamaram de anexação ilegal.

"É seu dever fazer todo o necessário para garantir ao máximo sua segurança, respeito por seus direitos e liberdades", disse Putin, prometendo-lhes mais "equipamentos e armas modernas".

Não há final à vista para a invasão da Ucrânia pela Rússia, agora em seu 10º mês. O conflito, o maior da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, matou dezenas de milhares de pessoas, expulsou milhões de suas casas e reduziu cidades a ruínas.

Moscou chama sua invasão de "operação especial" para desnazificar e desmilitarizar seu vizinho. Kiev e seus aliados no Ocidente consideram a invasão um ato não provocado de apropriação de terras.

(Reportagem de Lidia Kelly, em Melbourne, e Ronald Popeski, em Winnipeg)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Países da UE não devem esconder-se atrás de interesses nacionais, afirma ministro das Finanças alemão
Ibovespa fecha em queda com realização de lucros antes do Carnaval
Dólar sobe ante o real com busca por proteção antes do Carnaval
Ministros suspeitam que reunião sobre Master foi gravada clandestinamente
Wall Street caminha para perdas semanais, com quedas em tecnologia compensando alívio inflacionário
Suzano vai fazer novo reajuste de preços em todos os mercados em março