China vai eliminar regra de quarentena da Covid para quem chega ao país a partir de 8 de janeiro

Publicado em 26/12/2022 13:13 e atualizado em 26/12/2022 14:07

PEQUIM (Reuters) - A China vai parar de exigir quarentena para viajantes que chegarem ao país a partir de 8 de janeiro, disse a Comissão Nacional de Saúde nesta segunda-feira, em um passo para diminuir restrições em suas fronteiras, praticamente fechadas desde 2020.

A gestão da Covid-19 na China também será rebaixada da categoria A para B, menos rigorosa, informou a autoridade de saúde, já que a doença se tornou menos virulenta e evoluirá gradualmente para uma infecção respiratória comum.

Três anos de medidas de tolerância zero, fronteiras fechadas a bloqueios frequentes, atingiram a economia, alimentando no mês passado a maior demonstração de descontentamento público desde que o presidente Xi Jinping assumiu o poder em 2012.

Mas a China fez uma reviravolta abrupta na política sanitária neste mês, retirando quase todas as restrições contra a Covid-19, medida que deixou hospitais em todo o país lutando para lidar com uma onda nacional de infecções.

Exigências rígidas para viajantes na chegada atualmente incluem cinco dias de quarentena obrigatória em uma instalação supervisionada pelo governo e mais três de isolamento em casa.

Essa restrição e outra sobre o número de passageiros em voos internacionais serão removidas a partir de 8 de janeiro. Os viajantes que entram na China ainda terão que passar por testes de PCR cerca 48 horas antes da partida.

Os arranjos para a ida de estrangeiros à China, como para trabalho e negócios, serão aprimorados e os vistos necessários também serão facilitados, disse a autoridade.

Desde janeiro de 2020, a China classificou a Covid-19 como doença infecciosa de categoria B, mas a administrou sob protocolo de categoria A, que cobrem doenças como peste bubônica e cólera, dando às autoridades poder de colocar em quarentena pacientes e seus contatos próximos e bloquear regiões.

(Por Ryan Woo, Ethan Wang, Eduardo Baptista e Brenda Goh)

Fonte: Reuters

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