França toma posse em Portos e Aeroportos e diz que povo decidiu por respeito ao serviço público

Publicado em 02/01/2023 18:35

SÃO PAULO (Reuters) - O ex-governador de São Paulo Márcio França tomou posse como novo ministro de Portos e Aeroportos em cerimônia em Brasília, nesta segunda-feira, que contou com a participação de representantes de trabalhadores de ambos os setores, que aproveitaram a ocasião para formular críticas contra privatizações realizadas no governo de Jair Bolsonaro.

 

 

Em discurso em que elogiou a presença do antecessor Marcelo Sampaio, que ocupava no governo Bolsonaro a pasta da Infraestrutura --dividida em dois ministérios no governo Lula--, França afirmou que "a população brasileira fez uma decisão que é a de respeito ao serviço público".

França e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm afirmado que o governo não vai prosseguir com o processo de concessões de infraestrutura promovido pelo governo de Bolsonaro e que tinha o porto de Santos como um de seus principais projetos.

Mas, na cerimônia desta segunda-feira, ele não fez menção ao processo de privatização do porto, apesar do presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, ter dito que a privatização da Codesa, que administra os portos de Vitória e Barra do Riacho, no Espírito Santo, foi "mal costurada". O leilão da Codesa ocorreu em março do ano passado.

"Para onde você olha, há muito o que fazer. Essa imensa logística é fundamental para a economia do país, mas tamanha riqueza e possibilidades se justificam principalmente se gerarem empregos e qualidade de vida para a população", disse França. "Por isso nós fizemos questão que os trabalhadores falassem hoje aqui. Os portos e os aeroportos só existem porque os trabalhadores estão lá, todos os dias... e é muito importante que eles se sintam prestigiados com essa atividade."

"Nosso déficit social, portanto, se apresenta como maior desafio de qualquer setor deste novo governo", acrescentou França, que assumiu uma pasta que é responsável por 35 portos e 65 aeroportos, além de centenas de terminais portuários e aeródromos.

 

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Fonte: Reuters

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