Reuters: Moraes ordena prisão de ex-ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres, diz fonte

Publicado em 10/01/2023 17:49

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou nesta terça-feira a prisão do ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, após as falhas de segurança que permitiram os ataques às sedes dos Três Poderes no domingo, disse uma fonte com conhecimento da decisão.

Ainda não há detalhes sobre o cumprimento da ordem de prisão contra Torres, que viajou para Orlando, nos EUA, antes dos ataques de domingo realizados por bolsonaristas radicais contra o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.

Policiais federais foram para a casa do ex-ministro e ex-secretário em um condomínio no bairro Lago Sul, área nobre de Brasília. A Reuters tentou contato com Torres, mas não conseguiu resposta.

Torres foi nomeado secretário de Segurança Pública do DF em 1º de janeiro, após deixar o comando do Ministério da Justiça com o fim do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele fora nomeado pelo governador Ibaneis Rocha que, no entanto, decidiu demiti-lo do cargo após a grave falha na segurança pública no domingo que resultou na invasão e depredação dos edifícios-sede dos Três Poderes da República. Posteriormente, Ibaneis foi afastado temporariamente do cargo por 90 dias também por ordem de Moraes.

Moraes também decretou a prisão do ex-comandante-geral da Polícia Militar do DF, Fábio Augusto Vieira, disse a fonte, acrescentando que o ex-comandante estava sendo levado para um local de custódia da PM.

Vieira era um dos principais responsáveis pela frustrada operação das forças de segurança pública na capital do país no domingo, uma vez que cabe à Polícia Militar do DF fazer a segurança dos prédios públicos em Brasília.

O ex-comandante da PM-DF já tinha sido exonerado do cargo por ordem do interventor federal na área de segurança pública do DF, Ricardo Capelli.

Procurada, a assessoria de imprensa da PM-DF não respondeu de imediato a pedido de comentário.

Também procurado, o STF não confirmou de imediato as ordens de prisão.

 

(Edição de Pedro Fonseca)

Fonte: Reuters

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