EUA devem ter registrado crescimento econômico forte no 4º tri, mas perspectiva piora

Publicado em 26/01/2023 07:38 e atualizado em 26/01/2023 11:16

Por Lucia Mutikani

 

 

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos provavelmente manteve um forte ritmo de crescimento no quarto trimestre uma vez que os consumidores aumentaram os gastos com bens, mas o impulso parece ter desacelerado consideravelmente no final do ano, com a taxa de juros mais alta corroendo a demanda.

O relatório sobre o Produto Interno Bruto no quarto trimestre que o Departamento de Comércio divulga nesta quinta-feira pode marcar o último trimestre de crescimento sólido antes dos efeitos desfasados do ciclo mais rápido de aperto da política monetária do Federal Reserve desde os anos 1980.

A maioria dos economistas espera uma recessão até o segundo semestre do ano, embora suave em comparação com as recessões anteriores.

As vendas no varejo enfraqueceram acentuadamente nos últimos dois meses e a manufatura parece ter juntado ao mercado imobiliário em uma recessão. Embora o mercado de trabalho permaneça forte, o sentimento empresarial continua azedo, o que pode eventualmente prejudicar as contratações.

"Esta parece ser o último dado trimestral realmente positivo e forte que veremos por um tempo", disse Sam Bullard, economista sênior da Wells Fargo Securities. "Dados mais recentes estão sugerindo que o ímpeto econômico continua a diminuir."

De acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas, o PIB provavelmente cresceu a uma taxa anualizada de 2,6% nos três últimos meses do ano passado, após acelerar a um ritmo de 3,2% no terceiro trimestre. As estimativas variavam de uma taxa de 1,1% a um ritmo de 3,7%.

Um crescimento robusto no segundo semestre apagaria a contração de 1,1% nos primeiros seis meses do ano.

A expectativa é de que o crescimento para o ano todo seja de cerca de 2,1%, abaixo dos 5,9% registrados em 2021.

No ano passado, o Fed aumentou sua taxa de juros em 425 pontos-base, de quase zero, para uma faixa de 4,25%-4,50%, a mais alta desde o final de 2007.

Fonte: Reuters

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