Reuters: Haddad diz que teve "boa aproximação" em reunião com Campos Neto e Tebet e detalha pauta do G20

Publicado em 17/02/2023 15:56 e atualizado em 17/02/2023 18:05

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que teve uma reunião proveitosa com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; e com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, em que discutiram alinhar as políticas monetária e fiscal.

Questionado por jornalistas sobre o tom da reunião na quinta-feira e se discutiram sobre a meta de inflação, Haddad disse que “tivemos uma boa aproximação com a presença da Simone. Tivemos um longo papo de duas horas. Conversamos sobre alinhar as políticas fiscal e monetária”.

O ministro também destacou os temas em que irá focar nas reuniões de líderes econômicos do G20 na próxima semana na Índia. Segundo ele, sua primeira reunião do grupo das 20 economias mundiais será voltada para apresentar os planos do governo Lula de integração entre a economia nacional e a economia mundial, após o que ele definiu como um período de isolamento do Brasil em relação a outros países.

“Nossa economia ficou muito isolada e acho que o mundo está celebrando o fato que o Brasil voltou à mesa de negociação em busca de democracia, paz, combate à fome e prosperidade. O Brasil estava isolado dos Estados Unidos, da Europa, Ásia e até da América do Sul, e agora a ida à Índia prepara o terreno para que o Brasil assuma a presidência do G20 a partir do ano que vem”.

 

(Por Victor Borges)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade