Zelenskiy chora pelos mortos em meio a aniversário de um ano da guerra na Ucrânia

Publicado em 24/02/2023 09:25

Por Olena Harmash

 

 

KIEV (Reuters) - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, marcou o primeiro aniversário da invasão da Rússia ao seu país nesta sexta-feira com uma sombria mensagem de desafio ao seu povo e lágrimas pelos milhares de soldados que morreram.

Em uma manhã fria e nublada em Kiev, o líder de 45 anos se dirigiu a membros das Forças Armadas da Ucrânia e a um pequeno grupo de dignitários na Praça Santa Sofia, próxima à catedral de cúpula verde e dourada que é um símbolo da resiliência da cidade.

"Quero dizer a todos vocês que estão lutando pela Ucrânia... estou orgulhoso de vocês. Todos nós, todos e cada um, estamos orgulhosos de vocês!"

Como fez durante a guerra, Zelenskiy mostrou suas emoções na cerimônia de 30 minutos, segurando as lágrimas ao entregar prêmios de Herói da Ucrânia às tropas -- com um dos premiados estando de muletas -- e à mãe de um soldado que foi morto.

Ele chorou enquanto uma banda tocava o hino nacional. Os presentes inclinaram a cabeça durante um minuto de silêncio.

Zelenskiy continua extremamente popular na Ucrânia, conectando-se com a população por meio de mensagens diárias filmadas em um smartphone e trabalhando para manter o apoio internacional por meio de ajuda financeira e militar.

Ele gravou um discurso especial de quase 15 minutos intitulado "O Ano da Invencibilidade" para o aniversário, no qual jurou derrotar o inimigo.

"Há um ano, neste dia, deste mesmo local, por volta das sete da manhã, dirigi-me a vocês com uma breve declaração, com duração de apenas 67 segundos", disse ele, lembrando o primeiro dia daquele que se tornou o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

"...somos fortes. Estamos prontos para tudo. Vamos derrotar todos. Foi assim que começou em 24 de fevereiro de 2022. O dia mais longo de nossas vidas. O dia mais difícil de nossa história recente. Acordamos cedo e não dormi desde então."

Autoridades militares ocidentais estimam baixas em ambos os lados em mais de 100.000 mortos ou feridos. Dezenas de milhares de civis também morreram, enquanto milhões fugiram da ameaça de combates.

As forças ucranianas repeliram o avanço da Rússia em Kiev no início de 2022, e o conflito, que Moscou chama de "operação militar especial" para proteger sua segurança, tornou-se uma guerra de trincheiras no leste e no sul.

"Nós resistimos a todas as ameaças, bombardeios, bombas de fragmentação, mísseis, drones kamikaze, apagões e frio. Somos mais fortes do que isso", disse ele. "Não fomos derrotados. E vamos fazer de tudo para vencer este ano!"

Fonte: Reuters

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