Novo líder do BC do Japão diz que juros baixos continuam apropriados por enquanto

Publicado em 24/02/2023 09:41 e atualizado em 24/02/2023 11:27

Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - O novo presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse nesta sexta-feira que o banco central japonês deve manter os juros ultrabaixos para apoiar a economia frágil, alertando para os perigos de responder com aperto monetário à inflação impulsionada pelos custos.

Falando a parlamentares, Ueda disse que a recente aceleração da inflação é impulsionada em grande parte pelo aumento dos custos de importação de matérias-primas, e não pela forte demanda, acrescentando que as perspectivas para a economia do Japão são altamente incertas.

"É uma prática padrão agir preventivamente contra a inflação impulsionada pela demanda, mas não responder imediatamente à inflação impulsionada pela oferta", disse Ueda em uma audiência de confirmação no Parlamento.

"A tendência de inflação do Japão deve aumentar gradualmente. Mas levará algum tempo para que a inflação atinja de forma sustentável e estável a meta de 2% do Banco do Japão", disse ele.

"É verdade que há vários efeitos colaterais decorrentes do estímulo. Mas a política atual do Banco do Japão é um meio necessário e apropriado para alcançar uma inflação de 2%."

No início deste mês, o governo indicou o acadêmico de 71 anos como sua escolha para se tornar o próximo presidente do banco central em uma decisão surpreendente que os mercados inicialmente viram como uma grande possibilidade do fim da política monetária ultrafrouxa e da impopular política de controle de rendimento dos títulos.

Mas ele disse que, por enquanto, o Banco do Japão precisa monitorar se as medidas tomadas em dezembro, como ampliar o limite de rendimento em torno de seus títulos, ajudarão a aliviar os efeitos colaterais.

"Se a tendência da inflação aumentar significativamente e o alcance sustentado da meta de 2% do Banco do Japão estiver à vista, o banco central deve considerar a normalização da política monetária", disse Ueda.

Fonte: Reuters

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