Vale prevê elevar produção de minério de alta qualidade e maiores prêmios

Publicado em 27/02/2023 11:31

RIO DE JANEIRO (Reuters) -A Vale prevê um salto na produção de aglomerados de alta qualidade de minério de ferro até 2026, em busca de capturar maiores prêmios, apontou a mineradora brasileira em apresentação ao mercado nesta segunda-feira.

Uma das maiores produtoras globais de minério de ferro, a Vale planeja produzir de 50 milhões a 55 milhões de toneladas de aglomerados de alta qualidade da commodity em 2026, ante 32 milhões no ano passado. A companhia reafirmou projeção feita ao final do ano passado em evento de investidores.

Já o prêmio médio deverá subir para 8-12 dólares por tonelada, ante 7 dólares/tonelada na mesma comparação, calculou a companhia.

"A siderurgia está explorando alternativas para reduzir emissões, que irão demandar minério de ferro de alta qualidade", disse a empresa.

Em sua apresentação, a companhia afirmou ainda que a oferta global de minério de ferro deverá seguir "sob restrições por muito mais tempo" e estimou que 400 milhões de toneladas de minério de ferro no mundo necessitarão de reposição até 2030.

A empresa vem enfrentando dificuldades para obter licenciamento, cujos processos foram classificados pela companhia como complexo e com "padrões ESG mais rigorosos".

Atualmente, a Vale prevê produzir de 340 milhões a 360 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, ante 308 milhões ano passado.

(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade