Desemprego no Brasil cai a 7,9% no 4° tri; taxa média para 2022 é a menor desde 2015

Publicado em 28/02/2023 09:10 e atualizado em 28/02/2023 12:57

Por Luana Maria Benedito e Rodrigo Viga Gaier

(Reuters) - O Brasil encerrou o quarto trimestre de 2022 com recuo da taxa de desemprego, com a média anual caindo ao menor nível desde 2015, consolidando uma tendência de recuperação do mercado do trabalho após o impacto da pandemia, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

A pesquisa Pnad Contínua mostrou que a taxa de desemprego atingiu 7,9% nos três meses até dezembro, de 8,7% no terceiro trimestre e 8,1% no trimestre até novembro.

O resultado, que ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de taxa de 8,0%, é o melhor para qualquer trimestre comparável desde março de 2014.

Já a taxa média anual de desemprego foi de 9,3% em 2022, menor patamar desde 2015. Segundo o IBGE, isso mostra que o mercado de trabalho não apenas confirmou a tendência de recuperação após o impacto da Covid-19, como ultrapassou o patamar pré-pandemia.

No quarto trimestre, o número de pessoas desempregadas no Brasil era de 8,572 milhões, uma queda de 9,4% em relação aos três meses até setembro e de 28,6% sobre o ano anterior.

Já o total de ocupados aumentou apenas 0,1% na comparação trimestral, a 99,370 milhões, com avanço de 3,8% sobre o quarto trimestre de 2021.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentaram 1,6% no quarto trimestre sobre os três meses imediatamente anteriores, chegando a 36,858 milhões.

Já os que não tinham carteira aumentaram 0,2%, passando a 13,236 milhões no trimestre encerrado em dezembro de 2022.

No período, a renda média real foi de 2.808 reais, um aumento de 1,9% em relação ao trimestre encerrado em setembro e um ganho de 8,3% quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior.

Apesar de a taxa de desocupação estar caindo, os efeitos defasados do aumento da taxa de juros em um momento de esperada desaceleração econômica podem pesar no mercado de trabalho em 2023, alertam economistas.

Fonte: Reuters

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