Goldman Sachs e outros bancos esperam alta de juros menor pelo BCE em maio

Publicado em 17/03/2023 10:53 e atualizado em 17/03/2023 11:46

Por Subhadeep Chakravarty

 

 

(Reuters) - O Goldman Sachs e dois outros bancos esperam que o Banco Central Europeu realize um aumento menor, de 0,25 ponto percentual, nos juros em maio, à medida que lida com o estresse no setor bancário e o núcleo da inflação elevado.

O Goldman esperava anteriormente que o BCE realizasse uma alta de 50 pontos-base em maio. A previsão de taxa terminal do banco de Wall Street agora é de 3,5%, abaixo dos 3,75% anteriores.

A mudança na previsão segue a decisão do BCE de avançar com um aumento de 50 pontos-base nesta semana, elevando a taxa de depósito para 3%, apesar dos apelos de algumas autoridades por uma alta menor em meio à incerteza no setor bancário.

Uma queda nos mercados globais desencadeada pelo colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank, agravada por dúvidas sobre o futuro do First Republic Bank e do Credit Suisse, levantaram questões sobre se os bancos centrais vão moderar o ritmo de seus aumentos de juros.

"Acreditamos que novos aumentos de juros (pelo BCE) são prováveis, apesar da volatilidade do mercado financeiro, porque o risco de contágio severo do setor bancário ainda parece limitado e o núcleo da inflação deve permanecer forte nos próximos meses", disseram economistas do Goldman Sachs, liderados por Sven Jari Stehn, em nota datada de 16 de março.

O HSBC diz que manteve sua previsão de taxa terminal do BCE em 3,5%, mas agora espera que o banco central entregue dois aumentos menores de 25 pontos-base em maio e junho, em oposição às expectativas anteriores de uma alta de 50 pontos-base em maio. O Barclays compartilha da mesma opinião.

Operadores veem a taxa do BCE atingindo um pico de cerca de 3,23% em setembro ou outubro.

Enquanto isso, o JPMorgan, o Deutsche Bank e o Swedish Bank SEB esperam que o BCE realize um aumento de 0,50 ponto percentual em maio, mas alertaram sobre os riscos de queda em suas previsões, dada a atual volatilidade do mercado e a inflação ainda bem acima da meta do banco central.

(Por Subhadeep Chakravarty)

Fonte: Reuters

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