Governo anuncia fim da isenção para encomendas internacionais de até US$50

Publicado em 12/04/2023 08:02

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O governo anunciou na terça-feira que vai acabar com a isenção de imposto sobre encomendas internacionais de até 50 dólares como parte de um esforço para taxar compras de gigantes varejistas internacionais.

A Receita Federal informou na terça-feira que a isenção nunca se aplicou ao varejo online, mas sim a "para envios de pessoa física para pessoa física, mas vem sendo amplamente utilizado fraudulentamente, para vendas realizadas por empresas estrangeiras".

"Não haverá mais distinção de tratamento nas remessas por pessoas jurídica e físicas (hoje as remessas por pessoas físicas de bens com valor relevantes são absolutamente inexpressivas). Essa distinção só está servindo para fraudes generalizadas nas remessas", disse a Receita em nota. Com isso as encomendas internacionais de até 50 dólares também ficam sujeitas à taxação atual de 60% sobre seu valor.

A medida deve beneficiar varejistas locais como Lojas Renner, Magazine Luiza e Mercado Livre, e é adotada após reclamações do setor sobre concorrência desleal de gigantes asiáticos como AliExpress, do Alibaba Group, Shein e Shopee.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia afirmado que o governo iria em breve adotar medidas tributárias visando aqueles que não pagam impostos como deveriam.

Haddad enfatizou anteriormente que "uma ou duas grandes empresas globais" estão disfarçando suas atividades de varejo eletrônico fazendo-as passar por remessas de pessoa a pessoa para não pagar impostos.

O combate a essa prática deve gerar de 7 bilhões a 8 bilhões de reais em novas receitas para o governo, segundo o ministro.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Arábia Saudita busca coalizão internacional para proteger navegação no Mar Vermelho contra houthis, dizem fontes
Ibovespa fecha em queda com bancos e Fed no radar
Wall Street encerra com forte queda após Fed manter as taxas inalteradas
Dólar fecha em baixa ante real após decisão do Fed sobre juros
Fed mantém taxa de juros inalterada; 3 membros defenderam aumento
Dívida pública federal do Brasil sobe 2,61% em junho, a R$9,3 tri, e mostra elevação de custo