Ministros do G7 enfatizam unidade em meio a tensões com China e Rússia

Publicado em 18/04/2023 09:33 e atualizado em 18/04/2023 10:12

Por Humeyra Pamuk e Sakura Murakami

KARUIZAWA, Japão (Reuters) - O Grupo das Sete potências industriais se reuniu nesta terça-feira para criticar a coação da China sobre Taiwan e a ameaça da Rússia de instalar armas nucleares em Belarus, prometendo intensificar as sanções contra Moscou por sua guerra contra a vizinha Ucrânia.

"A força da solidariedade entre os ministros das Relações Exteriores do G7 está em um nível nunca antes visto", disse o ministro das Relações Exteriores do Japão, Yoshimasa Hayashi, em entrevista coletiva após sediar uma reunião do grupo na cidade turística japonesa de Karuizawa.

A demonstração de unidade ocorre depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou este mês que a União Europeia deveria reduzir sua dependência dos Estados Unidos e alertou contra ser arrastado para uma crise em Taiwan.

Pequim, que vê Taiwan como território chinês e não renunciou ao uso da força para tomar a ilha governada democraticamente, rejeitou os comentários do G7 como uma interferência grosseira em seus assuntos internos.

O comunicado do G7 destaca o quanto as questões da intervenção militar russa e os temores de uma ação semelhante da China contra Taiwan são o foco da reunião de três dias.

O grupo, que compreende Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, descreveu a ameaça da Rússia de colocar armas nucleares em Belarus como "inaceitável". Disse que "qualquer uso de armas químicas, biológicas ou nucleares na Ucrânia" teria consequências graves.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou no mês passado que a Rússia posicionaria armas nucleares táticas de curto alcance porque a aliança militar da Otan estava se expandindo em direção às fronteiras da Rússia.

Fonte: Reuters

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