Ucrânia minimiza sugestão sobre ganhos em Bakhmut como início de contraofensiva

Publicado em 12/05/2023 12:09

Por Dan Peleschuk

KIEV (Reuters) - As forças ucranianas avançaram cerca de 2 quilômetros ao redor da cidade de Bakhmut, no leste do país, nesta semana, e não desistiram de nenhuma posição neste período, disse a vice-ministra da Defesa, Hanna Maliar, nesta sexta-feira.

Mas a ministra pareceu minimizar as sugestões de que a Ucrânia já havia iniciado uma contraofensiva e pediu aos ucranianos que desconsiderassem o que ela descreveu como desinformação russa sobre a situação em Bakhmut e nos arredores.

Alguns blogueiros militares russos relataram na quinta-feira que as tropas ucranianas haviam atravessado partes da linha de frente. Moscou negou os relatos e disse que a situação estava sob controle após 10 meses de luta feroz por Bakhmut.

"Como o inimigo cobre as batalhas em Bakhmut? (Ele) se elogia, fala sobre supostos sucessos e inventa histórias sobre nosso comando militar", escreveu Maliar no aplicativo de mensagens Telegram.

“Ao mesmo tempo, o inimigo dá informações falsas sobre a falta de armas, o que provavelmente visa justificar a situação real.”

Descrevendo o que ela chamou de "a situação real" na última semana, ela disse que "o inimigo falhou em realizar seus planos; o inimigo sofreu grandes perdas de efetivos; nossos defensores avançaram 2 quilômetros no setor de Bakhmut; não perdemos uma única posição em Bakhmut esta semana".

Moscou vê Bakhmut como um impulso para atacar outras cidades ucranianas. Kiev disse que manter a defesa de Bakhmut permite que os militares ucranianos preparem uma contraofensiva esperada.

Em uma publicação separada no Telegram, Maliar disse mais tarde que os ataques russos estavam sendo enfrentados por operações defensivas e contra-ataques, sugerindo que tais movimentos não deveriam ser considerados parte de uma grande contraofensiva ucraniana.

"Esta situação está acontecendo no leste há vários meses", escreveu ela. "É isso! Nada mais está acontecendo."

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse em entrevista a emissoras europeias publicada na quinta-feira que a contraofensiva ainda não começou.

A Reuters não conseguiu verificar a situação no campo de batalha.

Fonte: Reuters

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