Prigozhin foi informado de que não lutaria mais na Ucrânia, diz parlamentar russo

Publicado em 29/06/2023 11:33

MOSCOU (Reuters) - O chefe mercenário russo Yevgeny Prigozhin foi informado de que seu grupo Wagner não lutaria mais na Ucrânia, uma vez que ele se recusou a assinar contratos para colocar seus mercenários sob a influência do Ministério da Defesa, disse um parlamentar sênior nesta quinta-feira.

O coronel-general Andrei Kartapolov, um parlamentar influente que preside o comitê de defesa da câmara baixa do Parlamento, disse que o motivo do motim de sábado foi o desacordo de Prigozhin com a exigência do Ministério da Defesa de que seu grupo de mercenários assinasse contratos.

"Como vocês sabem, alguns dias antes da tentativa de motim, o Ministério da Defesa disse que todas as formações que executam tarefas de combate precisariam assinar contratos com o Ministério da Defesa", afirmou Kartapolov.

"Todos começaram a implementar esta decisão... todos, exceto o sr. Prigozhin."

Prigozhin disse em 11 de junho que seus combatentes de Wagner não assinariam nenhum contrato com o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, acrescentando que Shoigu era incapaz de administrar unidades militares.

Kartapolov afirmou que após a recusa de Prigozhin em assinar os contratos, ele foi informado de que seus mercenários não lutariam mais na Ucrânia e, portanto, não receberiam dinheiro do Estado.

Como resultado, disse o parlamentar, Prigozhin cometeu traição devido a "ambições exorbitantes" e dinheiro.

(Reportagem da Reuters)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

BC mantém Selic em 13,75% e aponta aumento significativo de incertezas
Ibovespa avança em dia de trégua com aval externo antes do Copom; Petrobras desaba
Dólar à vista fecha em queda contra o real após vitória democrata nos EUA e antes do Copom
Taxas dos DIs recuam com exterior e à espera do Copom
Trump afirma que guerra contra o Irã valeu a pena apesar de derrota eleitoral
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$18,151 bilhões em outubro, maior do ano