Governo lança Orçamento de médio prazo e prevê gastar R$13,3 tri em 4 anos para atingir metas

Publicado em 30/08/2023 11:44 e atualizado em 30/08/2023 13:13

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O governo Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso nesta quarta-feira o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2024 a 2027 com metas para melhoria de indicadores econômicos, sociais e ambientais, traçando como previsão uma despesa de 13,3 trilhões de reais nos quatro anos para colocar em prática políticas públicas compatíveis com esses objetivos.

O plano é tratado como prioridade pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, que prometeu fortalecer a programação e o monitoramento de médio prazo de políticas públicas, algo historicamente deixado em segundo plano no país, o que fazia com que o PPA não fosse peça central das gestões federais.

Do total de recursos previstos para o ciclo de quatro anos, 8,86 trilhões de reais serão de verbas orçamentárias do governo federal. Outros 3,88 trilhões de reais virão de recursos não orçamentários, incluindo subsídios tributários e creditícios e financiamentos de bancos públicos. Há ainda 566 bilhões de reais em investimentos de empresas estatais.

O PPA, que traça premissas para a elaboração anual do Orçamento, foi dividido em 88 programas e 464 objetivos específicos. Entre as ações estabelecidas como prioritárias após debates no governo e com participação popular, estão o enfrentamento de emergência climática, atenção primária e especializada à saúde, segurança alimentar e combate à fome, promoção do trabalho digno e educação básica.

O acompanhamento dos objetivos será baseado em critérios claros, com 66 indicadores que terão uma trajetória a ser cumprida em quatro anos. Entre as metas traçadas como “desejáveis”, estão: fazer a taxa de extrema pobreza cair de 6% para 2,72% até 2027, reduzir a diferença de renda entre ricos e pobres de 3,60 vezes para 3,16 vezes e baixar o desemprego de 9,25% para 6,63%.

Os objetivos principais incluem ainda elevar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 46.155 reais ao ano para 53.351 reais e baixar o desmatamento da Amazônia de 11,6 mil quilômetros quadrados para 2,3 mil quilômetros quadrados.

De acordo com a secretária Nacional de Planejamento, Leany Lemos, o acompanhamento das metas não será vinculado a instrumentos de punição pelo descumprimento nem por gatilhos que obrigarão o governo a reforçar áreas que não atingirem os objetivos.

“A ideia não é ser punitivo”, disse. “Transparência e controle social estão altamente relacionados a melhores entregas de políticas públicas, você gera pressão”.

Segundo ela, a ideia é criar um sistema de monitoramento que tenha envolvimento de lideranças políticas e dos ministérios, com produção periódica de relatórios. Será criado ainda um observatório de acompanhamento com participação da sociedade civil, empresas e especialistas.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar à vista fecha em alta de 1,59%, a R$5,0664 na venda
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local
IBGE: setor de serviços recua 1,2% em março