Governo propõe 5ª-feira fim de juros sobre capital próprio em plano para aumentar receita de 2024, dizem fontes

Publicado em 30/08/2023 21:27 e atualizado em 31/08/2023 07:42

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O governo vai propor na quinta-feira iniciativas com o objetivo de ampliar a arrecadação federal e viabilizar um déficit primário zero em 2024, incluindo medida que prevê o fim do mecanismo de distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) por empresas, informaram duas fontes do Ministério da Fazenda que acompanham o assunto.

O pacote incluirá também uma medida provisória para regulamentar decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que limitou subvenções federais originadas em incentivos tributários estaduais.

De acordo com as fontes, a expectativa da pasta é que o fim do mecanismo de JCP gere uma arrecadação de 10 bilhões de reais em 2024. A MP das subvenções, por sua vez, tem impacto estimado em aproximadamente 37 bilhões de reais no mesmo período.

Outros governos tentaram, em vão, eliminar o pagamento de juros sobre capital próprio. Ao optar por esta forma de remuneração em vez da distribuição de dividendos, as empresas podem deduzir o valor distribuído do seu lucro tributável.

Com relação às subvenções, a Fazenda quer disciplinar decisão do STJ. A corte definiu em abril que o governo federal pode cobrar Imposto de Renda das empresas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre benefícios fiscais concedidos por Estados, desde que não sejam classificados como créditos presumidos e que atendam a requisitos legais.

As iniciativas serão propostas no mesmo dia em que o governo enviará ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2024, que, segundo os ministros da área econômica, vai prever uma meta de déficit primário zero.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Trump diz que fará uma pausa nos ataques às usinas de energia do Irã e que as negociações estão indo "muito bem"
Wall Street cai com incerteza no Oriente Médio assustando os investidores
Dólar supera R$5,25 impulsionado por preocupações com a guerra
Ibovespa fecha em queda com dúvidas sobre desfecho no Oriente Médio
Taxas dos DIs têm altas firmes com IPCA-15 acima do esperado e cautela sobre a guerra
Galípolo cita "gordura" para BC analisar efeitos da guerra e diz que mercado entendeu "calibragem" da Selic