Câmara dos EUA marca 1ª audiência sobre impeachment de Biden para próxima semana

Publicado em 19/09/2023 14:55

Por Moira Warburton

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos EUA, liderada pelos republicanos, deve realizar sua primeira audiência em 28 de setembro sobre o inquérito de impeachment contra o presidente democrata Joe Biden.

O inquérito foi autorizado pelo presidente da Casa, Kevin McCarthy, na semana passada.

O Comitê de Supervisão e Responsabilidade da Câmara, cujo presidente é o deputado republicano James Comer, deve realizar audiência para explorar questões constitucionais e legais, disse um porta-voz do painel nesta terça-feira. Dois outros comitês da Câmara também participam da investigação.

McCarthy anunciou a abertura do inquérito contra Biden, que concorrerá à reeleição no próximo ano, após enfrentar a pressão de parlamentares de extrema-direita em seu partido, furiosos com as acusações dos democratas ao ex-presidente republicano Donald Trump em 2019 e 2021, quando controlavam a Câmara. Trump foi absolvido em ambas as ocasiões pelo Senado.

Os republicanos alegam que Biden lucrou com transações comerciais de seu filho Hunter enquanto atuava como vice-presidente entre 2009 e 2017, mas não divulgaram evidência concreta de má conduta. Biden negou qualquer irregularidade. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, chamou o inquérito do impeachment de "manobra política".

A audiência foi marcada para avaliar o "envolvimento de Biden em corrupção e abuso de cargo público". O painel pretende ainda exigir os registros bancários pessoais e comerciais de Hunter Biden e James Biden, irmão do presidente.

A Constituição norte-americana estabelece um processo de impeachment pelo qual o Congresso pode remover um presidente do cargo. A Câmara pode aprovar acusações formais por maioria simples. O Senado, então, realiza um julgamento e pode remover um presidente com uma maioria de dois terços dos votos. Os democratas controlam o Senado, o que torna a condenação e a destituição altamente improváveis.

(Reportagem de Moira Warburton em Washington)

Fonte: Reuters

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