Déficit comercial dos EUA diminui para nível mais baixo em quase três anos em agosto

Publicado em 05/10/2023 10:07 e atualizado em 05/10/2023 10:58

WASHINGTON (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu mais do que o esperado em agosto já que as exportações aumentaram com força, com o comércio provavelmente dando suporte ao crescimento econômico no terceiro trimestre.

O déficit comercial diminuiu 9,9%, para 58,3 bilhões de dólares, o nível mais baixo desde setembro de 2020, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial diminuiria para 62,3 bilhões de dólares em agosto.

Os dados de julho foram revisados para mostrar que o déficit comercial aumentou para 64,7 bilhões de dólares, em vez de 65,0 bilhões conforme informado anteriormente.

As exportações de bens e serviços aumentaram 1,6% em agosto, chegando a 256,0 bilhões de dólares. As exportações de bens cresceram 1,8%, para 171,5 bilhões de dólares, com os embarques de bens de capital atingindo um recorde. Mas as exportações de alimentos, rações e bebidas foram as mais baixas desde agosto de 2020.

As importações de bens e serviços caíram 0,7%, para 314,3 bilhões de dólares. As importações de bens recuaram 0,9%, para 256,0 bilhões de dólares, sinalizando potencialmente o abrandamento da demanda doméstica em meio a custos de empréstimos mais altos.

O superávit de serviços de 26,2 bilhões de dólares foi o maior desde março de 2018. O comércio não contribuiu para a taxa de crescimento anualizada de 2,1% da economia no segundo trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior
Ibovespa avança com balanços sob holofote e exterior favorável, mas tem quarta semana negativa
Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar
EUA atacam navios do Irã em Ormuz; Teerã fala em ‘confrontos esporádicos’
Produção e vendas de veículos no Brasil recuam em abril ante março
Mudança na formação de preços de energia poderia elevar encargo ao consumidor, diz Engie