Senado dos EUA aprova projeto de financiamento provisório para evitar paralisação do governo

Publicado em 16/11/2023 09:15 e atualizado em 16/11/2023 10:21

Por David Morgan e Moira Warburton

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos afastou o risco de uma paralisação iminente do governo na quarta-feira, ao aprovar um projeto de lei de gastos provisório e enviá-lo para sanção do presidente Joe Biden antes do prazo final no fim de semana.

A aprovação por uma contagem de 87 a 11 votos marcou o fim do terceiro impasse fiscal deste ano no Congresso dos EUA, que viu os parlamentares levarem Washington à beira da inadimplência de seus mais de 31 trilhões de dólares em dívidas e duas vezes a poucos dias de uma paralisação que teria interrompido o pagamento de cerca de 4 milhões de funcionários federais.

A disputa anterior levou à destituição do presidente da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy, em 3 de outubro, o que deixou a Casa sem líder por três semanas.

Mas os parlamentares conseguiram mais de dois meses de espaço para negociar. O próximo prazo do Senado, de maioria democrata, e da Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, é 19 de janeiro, apenas alguns dias após o caucus de Iowa sinalizar o início da disputa presidencial de 2024.

"Sem drama, sem atrasos, sem paralisação do governo", disse o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, antes da votação.

O sucessor de McCarthy, o presidente da Câmara, Mike Johnson, elaborou um projeto de lei de financiamento provisório que obteve amplo apoio bipartidário, uma raridade na política moderna dos EUA.

Os democratas disseram que estavam satisfeitos com a manutenção dos níveis de gastos que haviam sido definidos em um acordo de maio com Biden e que não incluíam cláusulas controversas sobre o aborto e outras questões sociais.

Os republicanos disseram que estavam ansiosos para evitar o risco de uma paralisação, que teria fechado parques nacionais e interrompido tudo desde a pesquisa científica até a regulamentação financeira.

Mas os membros mais conservadores da maioria republicana na Câmara expressaram sua indignação com o acordo, dizendo que tentariam controlar novamente os gastos federais quando o financiamento atual expirasse.

"O presidente da Câmara tem agora 10 dias para resolver o problema e fazer com que os republicanos realmente se levantem e lutem quando voltarmos", disse o deputado Chip Roy, um importante membro extremista, enquanto os parlamentares deixavam Washington para o feriado de Ação de Graças. "Esperamos essa luta quando voltarmos."

A legislação estenderá o financiamento para construção militar, benefícios para ex-militares, transporte, habitação, desenvolvimento urbano, agricultura, fiscalização sanitária e programas de energia e água até 19 de janeiro. O financiamento para todas as outras operações federais -- incluindo defesa -- expirará em 2 de fevereiro.

Fonte: Reuters

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