Pesquisa Febraban aponta recuo para 7,4% em expectativa de alta da carteira de crédito em 2023

Publicado em 21/11/2023 12:42

Por Paula Arend Laier

(Reuters) - Pesquisa Febraban mostrou, nesta terça-feira, que bancos brasileiros estimam um crescimento de 7,4% na carteira de crédito em 2023, revisão para baixo ante a previsão de expansão de 7,6% registrada em apuração anterior, com redução em praticamente todos os segmentos.

A Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas é realizada a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e mostra a estimativa dos bancos para o comportamento de diversas variáveis da economia ao longo deste ano e do próximo.

A edição atual reflete entrevistas com 19 bancos, realizadas entre 8 e 13 de novembro.

De acordo com o levantamento, para a carteira livre, a expectativa de crescimento caiu de 6,4% para 6,1%, com queda da projeção para o desempenho da carteira destinada às empresas, que recuou de alta de 2,3% para 1,3%. Por outro lado, a projeção da carteira destinada às famílias subiu de 9,1% para 9,5%.

Na carteira direcionada, o prognóstico passou de aumento de 9,2% para 8,8%, com queda tanto na projeção da carteira pessoa jurídica (de 7,3% para 6,9%) como para pessoa física (de 10,2% para 9,8%).

Para 2024, a projeção da carteira total foi novamente revisada para cima, de 8,1% para 8,3%, puxada pela carteira com recursos direcionados (de 7,8% para 8,5%), especialmente pessoa física (de 7,9% para 9,1%). Já a projeção para o crescimento da carteira livre caiu de 8,4% para 8,2%.

De acordo com o levantamento, a expectativa dos bancos é de que a taxa de inadimplência da carteira livre fique em 4,9% neste ano, mantendo o percentual de pesquisa anterior. Para 2024, houve ligeira alta, com a previsão passando de 4,5% para 4,6%.

"Em geral, a pesquisa seguiu apontando uma revisão para baixo na expectativa para o crescimento do crédito neste ano, na esteira dos números ainda relativamente modestos que temos observado", afirmou Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

"Contudo, a queda da taxa de juros e da inadimplência, especialmente na carteira de crédito destinada às famílias, dá alguma confiança aos agentes de que o mercado de crédito tende a voltar a ganhar tração em 2024, o que provavelmente explica essa melhora das expectativas", acrescentou em comunicado.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dia do Agro: bancada articula avanço de projetos estratégicos para o setor produtivo
Dólar à vista fecha em alta de 0,86%, a R$5,0416 na venda
Ibovespa recua com exterior desfavorável e pesquisa eleitoral no radar
Vice-presidente dos EUA diz que houve "muito progresso" nas negociações com Irã
PL do Endividamento deverá ser votado nesta 4ª (20) no Senado como primeiro item da pauta
Trump diz que EUA podem atacar Irã novamente, mas que Teerã quer acordo