Presidente da China pede Estado de Direito mais forte no exterior em meio a "riscos externos"

Publicado em 28/11/2023 09:16 e atualizado em 28/11/2023 10:33

PEQUIM (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, tem pedido por um Estado de Direito mais forte relacionado a assuntos estrangeiros, dados os "riscos e desafios externos", à medida que o país se abre para o mundo, informou a mídia estatal nesta terça-feira.

Xi, falando durante uma sessão de estudos do poderoso bureau político do Partido Comunista, disse que, para proteger seus cidadãos e interesses no exterior, é necessário aprofundar a cooperação internacional na aplicação da lei, fortalecer a proteção e a assistência consular e construir um forte Estado de Direito.

As empresas privadas chinesas têm enfrentado desafios legais no exterior nos últimos anos, desde acusações dos Estados Unidos sobre produtos falsificados e pirateados vendidos em plataformas online de propriedade da Tencent Holdings e do Alibaba Group, até medidas para banir o aplicativo TikTok, de propriedade da empresa chinesa de tecnologia ByteDance, no Nepal.

Xi disse no discurso de segunda-feira que é necessário aumentar a conscientização sobre a conformidade e orientar o público e as empresas a cumprir as leis, os regulamentos e os costumes no processo de "globalização".

Para facilitar os intercâmbios econômicos e comerciais, as autoridades dizem que os escritórios de advocacia chineses criaram 180 filiais no exterior em 35 países e regiões, um aumento de quase 50% desde 2018.

A China precisa desenvolver ativamente serviços jurídicos relacionados ao exterior e cultivar instituições de arbitragem e escritórios de advocacia de classe mundial, disse Xi.

Mas as autoridades de alguns países ocidentais, incluindo EUA, Canadá, Reino Unido e Holanda, têm acusado a China de criar ilegalmente "centros de serviços policiais no exterior" para monitorar seus cidadãos que vivem no exterior, acusações que Pequim nega veementemente.

A China afirma que esses centros têm o objetivo de ajudar seus cidadãos a renovar carteiras de habilitação vencidas e são administrados por voluntários chineses, e não por agentes da lei.

O apelo para proteger melhor os cidadãos no exterior coincide com os recentes surtos de conflito em países como a Ucrânia e o Sudão, que levaram a China a organizar retiradas de seus cidadãos.

A China organizou quase 20 retiradas e lidou com mais de 500.000 casos de proteção consular envolvendo milhões de pessoas na última década, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores.

(Por Ryan Woo)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dia do Agro: bancada articula avanço de projetos estratégicos para o setor produtivo
Dólar à vista fecha em alta de 0,86%, a R$5,0416 na venda
Ibovespa recua com exterior desfavorável e pesquisa eleitoral no radar
Vice-presidente dos EUA diz que houve "muito progresso" nas negociações com Irã
PL do Endividamento deverá ser votado nesta 4ª (20) no Senado como primeiro item da pauta
Trump diz que EUA podem atacar Irã novamente, mas que Teerã quer acordo