Rússia e Arábia Saudita pedem que todos países da Opep+ participem de acordo de produção

Publicado em 07/12/2023 09:27

 

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, pediram para todos os países da Opep+ aderirem ao acordo do grupo sobre cortes na produção de petróleo, afirmando que o plano atenderia aos interesses da economia global.

O apelo foi feito em uma declaração conjunta publicada nesta quinta-feira, depois que os dois se reuniram um dia antes e também disseram que a Rússia e a Arábia Saudita haviam concordado que era importante aumentar a cooperação em petróleo e gás, inclusive no fornecimento de equipamentos.

Após a reunião da Opep+ da semana passada, a Arábia Saudita concordou em estender os cortes voluntários de produção de petróleo de 1 milhão de barris por dia (bpd) para o primeiro trimestre, enquanto a Rússia disse que continuaria a reduzir as exportações de petróleo em 300.000 bpd e, além disso, reduziria suas exportações de combustível em 200.000 bpd no trimestre janeiro-março.

O total de restrições chega a 2,2 milhões de bpd de oito produtores, informou a Opep em um comunicado após a reunião da semana passada.

Mas nem todos os membros da Opep+ concordaram em estender ou aprofundar os cortes voluntários de petróleo e a última declaração de Putin e Mohammed bin Salman parece estar atraindo esses países.

"No campo da energia, os dois lados elogiaram a estreita cooperação entre eles e os esforços bem-sucedidos dos países da Opep+ para aumentar a estabilidade dos mercados globais de petróleo", disse a declaração.

"Eles enfatizaram a importância de continuar essa cooperação e a necessidade de todos os países participantes aderirem ao acordo da Opep+ de uma forma que atenda aos interesses de produtores e consumidores e apoie o crescimento da economia global."

A produção da Opep+ de cerca de 43 milhões de bpd já reflete cortes de cerca de 5 milhões de bpd com o objetivo de sustentar os preços e estabilizar o mercado.

(Por Vladimir Soldatkin e Olesya Astakhova)

Fonte: Reuters

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