Petróleo cai quase 2% enquanto investidores seguem acontecimentos no Mar Vermelho

Publicado em 27/12/2023 17:10 e atualizado em 27/12/2023 17:48

Por Stephanie Kelly

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo caíram quase 2% nesta quarta-feira, corroendo os ganhos do dia anterior, já que os investidores monitoraram os acontecimentos no Mar Vermelho, onde os navios estão retornando apesar dos novos ataques na terça-feira.

Os preços futuros do Brent caíram 1,42 dólar, ou 1,8%, fechando a 79,65 dólares por barril. O petróleo dos EUA recuou 1,46 dólar, ou 1,9%, para 74,11 dólares.

A empresa de navegação dinamarquesa Maersk disse que programou várias dezenas de navios porta-contêineres para viajar pelo Canal de Suez e pelo Mar Vermelho nas próximas semanas, depois de suspender temporariamente essas rotas neste mês, após ataques da milícia Houthi, apoiada pelo Irã, no Iêmen.

A CMA CGM, da França, também disse que estava retomando a passagem pelo Mar Vermelho após o envio de uma força-tarefa multinacional para a região.

"Acho que teremos de esperar para ver se o aumento das patrulhas navais e o redirecionamento dos navios levarão a uma diminuição dos ataques", disse Callum Macpherson, chefe de commodities da Investec.

Os índices de referência do Brent e do WTI subiram mais de 2% na sessão anterior, uma vez que os últimos ataques a navios no Mar Vermelho provocaram temores de interrupções na navegação.

A perspectiva de uma campanha militar israelense prolongada em Gaza continuou a ser um dos principais impulsionadores do sentimento do mercado.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

PL do endividamento rural ganha força no Senado e pode destravar crédito no campo
Trump diz que EUA podem atacar Irã novamente, mas que Teerã quer acordo
Flávio Bolsonaro admite ter se reunido com Vorcaro após primeira prisão do banqueiro
Galípolo indica que fatia da dívida pública atrelada à Selic pode dificultar trabalho do BC
Multa do BC a Campos Neto foi gerada por preenchimento inadequado de dados, diz Galípolo
Trump diz acreditar que é possível chegar a acordo diplomático com Cuba