Otan dá início a maior exercício militar desde a Guerra Fria

Publicado em 24/01/2024 17:28

WASHINGTON (Reuters) - O navio de desembarque Gunston Hall, da Marinha dos Estados Unidos, zarpou nesta quarta-feira, marcando o primeiro movimento do maior exercício da Otan desde a Guerra Fria, disseram autoridades. 

Cerca de 90.000 soldados dos EUA e de outras nações aliadas da Otan devem se juntar aos exercícios "Steadfast Defender 2024", que serão realizados até maio. 

Mais de 50 navios -- de porta-aviões a destróieres -- participarão do exercício, assim como mais de 80 caças, helicópteros e drones, além de pelo menos 1.100 veículos de combate, incluindo 133 tanques e 533 veículos de combate de infantaria. 

Os exercícios servirão de ensaio para a execução de planos regionais da Otan, os primeiros desenhados pela aliança em décadas, detalhando como responderia a um ataque russo. 

A Otan não mencionou a Rússia especificamente em seu anúncio. Mas seu principal documento estratégico identifica a Rússia como a ameaça mais direta e significativa à segurança dos membros da Otan. 

O exercício é realizado em um momento-chave, após a invasão da Rússia à Ucrânia dar início à guerra mais letal em solo europeu em mais de 70 anos. 

A escala do exercício Steadfast Defender 2024 da Otan marca um "retorno irrevogável" da aliança aos esquemas da Guerra Fria, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, à agência de noticias estatal RIA em comentários publicados no domingo.

(Reportagem de Idrees Ali e Phil Stewart)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Solução para restrição de oferta de combustíveis é reajuste da Petrobras, dizem fontes do setor
Reino Unido aprova uso de bases britânicas pelos EUA para atacar locais de mísseis do Irã que têm como alvo navios
Dólar supera os R$5,30 em nova sessão de temores com a guerra no Oriente Médio
Durigan prega continuidade de gestão Haddad e prevê avanços em sistema de crédito e produtividade
Ibovespa recua para mínima em 2 meses sem sinais de arrefecimento de guerra
Chefe de Energia do Catar diz ter alertado sobre perigos de provocar o Irã