Presidente da Argentina busca "segunda chance" para projeto de reforma reduzida no Congresso

Publicado em 10/04/2024 19:02 e atualizado em 11/04/2024 07:21

 

BUENOS AIRES (Reuters) - O governo da Argentina distribuiu aos parlamentares e governadores uma versão reduzida e modificada de seu projeto de reforma abrangente em busca de uma "segunda chance" de aprovar um projeto que foi rejeitado no Senado no início deste ano.

O projeto de lei -- que abrange desde planos de privatização de empresas estatais até medidas para permitir reduções nos subsídios estatais -- é um pilar fundamental do plano econômico do novo presidente libertário Javier Milei, que busca formas de resolver uma grave crise econômica, com inflação acima de 275% e reservas do banco central próximas de zero.

O economista, que venceu de forma surpreendente as eleições do ano passado e tem apenas uma minoria no Congresso, foi forçado a ceder em suas posições a possíveis aliados políticos depois que o projeto de lei foi rejeitado em fevereiro.

"Hoje nos encontramos diante de uma segunda oportunidade", disse o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, aos repórteres.

Segundo ele, o governo estava confiante em obter apoio. "Estamos enfrentando um momento crucial em nossa história."

Espera-se que o projeto de lei retorne na próxima semana ao Congresso para discussão antes de enfrentar uma nova rodada de votações.

O governo Milei terá que adotar uma abordagem mais conciliatória para levar adiante suas reformas, já que o bloco de oposição peronista ainda detém o maior número de cadeiras no Congresso.

O governo suprimiu uma seção fiscal fundamental do projeto de lei original -- parte da promessa de Milei de um déficit "zero" este ano -- e diluiu algumas reformas. O governo pretende adotar as medidas fiscais separadamente.

"Somos um governo que dialoga, ouve e está aberto a propostas", disse uma autoridade do governo que pediu para não ser identificada, acrescentando que o projeto de lei está "99,9% finalizado". "Nós dialogamos com aqueles que querem dialogar."

(Reportagem de Adam Jourdan)

Fonte: Reuters

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