BC da China mantém taxa de instrumento de empréstimo e retira dinheiro do sistema bancário

Publicado em 15/04/2024 07:31 e atualizado em 15/04/2024 08:08

 

XANGAI/CINGAPURA (Reuters) - O banco central da China deixou inalterada nesta segunda-feira uma importante taxa de juros, conforme amplamente esperado, ao rolar os empréstimos de médio prazo que estavam vencendo, e retirou algum dinheiro do sistema bancário por meio do instrumento de títulos.

A manutenção do instrumento de empréstimo de médio prazo (MLF) ressalta a intenção do banco central de manter a estabilidade da moeda em meio a uma recuperação econômica instável e de afastar as expectativas do mercado em relação ao momento do primeiro corte da taxa de juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve este ano.

O arrefecimento da inflação, a desaceleração da expansão do crédito e a retração das exportações em março apontaram para a necessidade de mais estímulos para reavivar o ímpeto da segunda maior economia do mundo, segundo analistas.

No entanto, o enfraquecimento do iuan devido ao ressurgimento do dólar os diferenciais de rendimento com outras economias importantes restringiram os esforços de afrouxamento monetário das autoridades.

Além disso, a taxa MLF serve como um guia para as taxas primárias de empréstimo (LPRs) e os mercados, em sua maioria, usam a taxa MLF como um precursor para a mudança nos referenciais de empréstimo.

O Banco do Povo da China (PBOC) informou que estava mantendo a taxa sobre 100 bilhões de iuanes (13,82 bilhões de dólares) em empréstimos MLF de um ano para algumas instituições financeiras em 2,50%.

Em uma pesquisa da Reuters com 31 observadores do mercado, todos os entrevistados esperavam que o banco deixasse a taxa inalterada.

Com 170 bilhões de iuanes em empréstimos MLF a vencerem neste mês, a operação resultou em uma retirada líquida de 70 bilhões de iuanes de fundos do sistema bancário.

(Reportagem de Winni Zhou e Tom Westbrook)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição