China deve manter juros de referência inalterados em abril

Publicado em 19/04/2024 08:56

 

XANGAI (Reuters) - A China deve deixar as taxas de juros de referência inalteradas nesta segunda-feira, de acordo com uma pesquisa da Reuters, já que dados econômicos encorajadores do primeiro trimestre reduziram a urgência de mais estímulos monetários para ajudar em uma recuperação frágil.

O enfraquecimento do iuan também continua a restringir a margem de manobra disponível para Pequim flexibilizar a política monetária.

A taxa básica de juros para empréstimos (LPR, na sigla em inglês), normalmente cobrada dos melhores clientes dos bancos, é calculada todos os meses depois que 20 bancos comerciais designados enviam as taxas propostas ao Banco do Povo da China (PBOC).

Em uma pesquisa com 30 observadores do mercado realizada esta semana, todos os entrevistados esperavam que tanto a LPR de um ano quanto a de cinco anos permaneceriam inalteradas.

A maioria dos empréstimos novos e pendentes na segunda maior economia do mundo baseia-se na LPR de um ano, que está em 3,45%.

A LPR de cinco anos, que serve como taxa de referência para hipotecas, está atualmente em 3,95%, após uma redução de 25 pontos-base em fevereiro para apoiar o mercado imobiliário.

"Atualmente, com o crescimento mais forte do que o esperado no primeiro trimestre, achamos que as autoridades podem estar relutantes em implementar quaisquer políticas macroeconômicas de apoio adicionais", disse Wang Tao, economista-chefe do UBS para a China.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Solução para restrição de oferta de combustíveis é reajuste da Petrobras, dizem fontes do setor
Reino Unido aprova uso de bases britânicas pelos EUA para atacar locais de mísseis do Irã que têm como alvo navios
Dólar supera os R$5,30 em nova sessão de temores com a guerra no Oriente Médio
Durigan prega continuidade de gestão Haddad e prevê avanços em sistema de crédito e produtividade
Ibovespa recua para mínima em 2 meses sem sinais de arrefecimento de guerra
Chefe de Energia do Catar diz ter alertado sobre perigos de provocar o Irã