Dólar cai e fecha a R$ 2,387; Bovespa inverte trajetória e opera no vermelho

Publicado em 23/12/2008 20:43 1204 exibições

O dólar comercial encerrou as negociações desta terça-feira a R$ 2,387, em retração de 0,33% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,510, em queda de 0,39%.

A divisa norte-americana foi negociada em baixa durante toda a sessão. A cotação mínima chegou a R$ 2,365 e a máxima, a R$ 2,399.

No mercado de ações, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inverteu a trajetória positiva e opera em queda de 0,58%, aos 37.402 pontos, segundo o Ibovespa, termômetro dos negócios. O giro financeiro é de R$ 1,44 bilhão.

"O mercado foi bem tranqüilo hoje, ainda que mais movimentado do que ontem. Apareceram mais negócios. Mas a tendência é de um mercado parado nos próximos dias. Amanhã, a sessão ocorre das 9h às 11h e só volta na sexta-feira. Mas as empresas só retomam mesmo na primeira semana após o Ano-Novo", disse José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora.

Nos EUA, a Bolsa de Nova York também passou a operar no vermelho --com queda de 0,53% no Dow Jones Industrial Average (DJIA)--, após uma nova rodada de indicadores econômicos fracos. Segundo analistas, o baixo volume de negócios também contribui para "intensificar" as variações de preços.

O governo dos EUA confirmou hoje retração de 0,5% PIB (Produto Interno Bruto) do país no terceiro trimestre. O dado confirma a estimativa anterior, divulgada em novembro, e a fragilidade em que se encontra a economia americana.

Segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês), o país está em recessão desde 2007, apesar de ainda não ter registrado dois trimestres consecutivos de desempenho negativo do PIB. A próxima divulgação, com a leitura referente ao quarto trimestre deste ano, deve ser anunciada no dia 30 de janeiro.

Dados da Universidade de Michigan, divulgados hoje, apontam para aumento na confiança dos consumidores na economia dos Estados Unidos em dezembro na comparação com o mês anterior. O indicador apurado pela universidade ficou em 60,1 pontos, contra 59,1 pontos nos cálculos divulgados anteriormente. Os economistas previam um registro de 58,8 pontos.

Por outro lado, o departamento informou que as vendas de casas novas nos Estados Unidos caíram 2,9% em novembro, a seu nível mais baixo em 17 anos, e as de casas usadas diminuíram 8,6%.

Na agenda doméstica, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou alta de 0,61% para o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) na semana encerrada no último dia 22, o que representa uma queda de 0,12 ponto percentual (p.p.) em relação ao período anterior. O resultado veio em linha com o mercado.

Também no cenário interno, o Banco Central divulgou hoje queda de 9,4% das concessões de crédito em novembro (ante outubro). No ano, a redução é de 4,9%. Para as empresas, a retração foi de 10,1% no mês e para pessoas físicas, de 7,8%.

A média diária de concessões de crédito em novembro, no entanto, teve alta de 4,2% no mês. No acumulado do ano, a média diária apresentou queda de 4,9%.

Segundo analistas de mercado, os resultados apontam para a piora da qualidade de crédito, o que deve ser uma tendência, com prejuízos ao consumo e ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país.


Fonte: Folha Online

Fonte:
Folha Online

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