Minério de ferro reverte perdas com preços mais elevados do aço e esperanças de estímulo

Publicado em 19/08/2024 08:17

Por Gabrielle Ng

CINGAPURA (Reuters) - Os preços futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian recuperaram as perdas registradas mais cedo nesta segunda-feira, com os preços mais firmes do aço e as esperanças renovadas de estímulo na China dando suporte ao mercado volátil.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 0,71%, a 712 iuanes (99,70 dólares) a tonelada.

O contrato atingiu seu nível mais fraco desde agosto de 2023, em 688,5 iuanes, no início da sessão.

O minério de ferro de referência para setembro na Bolsa de Cingapura subia 3,14%, 94,9 dólares a tonelada.

A maioria dos índices de referência do aço na Bolsa de Futuros de Xangai ganhou terreno. O fio-máquina subiu perto de 1,5%, o vergalhão avançou 1,4% e o aço inoxidável ganhou 0,6%, enquanto a bobina laminada a quente caiu 1,3%.

A expectativa é de que o mercado doméstico de aço se estabilize esta semana, já que os preços dos materiais de construção se mantiveram estáveis após o enfraquecimento na semana passada, disse o site chinês de informações financeiras Hexun Futures em nota.

A demanda por vergalhões e fio-máquina deve melhorar um pouco, à medida que o clima se torna favorável para atividade de construção ao ar livre, enquanto a produção e os estoques podem diminuir ainda mais, disse a consultoria chinesa Mysteel.

O vergalhão é usado principalmente no setor de construção, enquanto o fio-máquina é normalmente utilizado na manufatura.

Outra rodada de dados econômicos ruins da China está aumentando a pressão sobre Pequim para afrouxar ainda mais a torneira fiscal e até mesmo distribuir vales-compras para atingir a meta de crescimento deste ano de aproximadamente 5%.

Em meio a dados desanimadores do segundo trimestre, queda nos preços das casas novas e desaceleração da produção industrial, os formuladores de políticas parecem cada vez mais propensos a aumentar o estímulo, a menos que aceitem um crescimento mais lento e a perspectiva de uma espiral descendente na confiança dos consumidores e das empresas.

Um artigo publicado na imprensa estatal nesta semana reavivou os rumores sobre cupons para estimular o consumo, mas a maioria dos economistas está cética quanto à possibilidade de Pequim implementar tal medida, dada a resistência do passado.

(Reportagem de Gabrielle Ng)

Fonte: Reuters

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