Crise afetará agropecuária, mas ainda em menor escala

Publicado em 05/01/2009 17:01 1255 exibições
Mesmo com a previsão da Conab de queda de 3,8% da área plantada e 1,8% na produção de grãos e em Minas Gerais, que deve chegar a 10 milhões de toneladas, o superintendente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Affonso Damasio, acredita que o setor agropecuário mineiro poderá sofrer menos com a crise financeira internacional."Em uma crise como essa, a última coisa que as pessoas cortam do orçamento são alimentos", diz.

O próprio secretário de Estado da Agricultura, Gilman Viana Rodrigues, considera que essa redução não afetará os resultados do setor. Ele acredita que os países compradores vão estabelecer uma demanda mínima de importação de alimentos.

Neste ano, o Estado colecionou recordes na produção agrícola, embora a renda do produtor fosse reduzida. A safra de grãos foi a maior da história, chegando a 10,26 milhões de toneladas, atrás apenas do resultado de 2005.

Em toneladas, a produção de milho; cana-de-açúcar e feijão também bateu recorde: 6,6 milhões; 44,1 milhões e 567 mil de toneladas, respectivamente. Minas Gerais passou a ser o segundo maior produtor de álcool e ter o segundo maior rebanho bovino, com 22,5 milhões de cabeças. Em 2008, a produção cafeeira do Estado foi de 23 milhões de sacas, aumento de 42% em relação ao ano anterior.

"Temos a possibilidade de exportar mais. Produzimos gêneros de primeira necessidade e poderemos ter menos dificuldades que produtores de minério ou gusa, por exemplo", avalia Damasio.

Um dos fatores que explica a produção menor em 2009 é a redução do uso de defensivos agrícolas. Neste ano eles contribuíram significativamente para a perda de renda do produtor, chegando a aumentar em até 200%.

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindag), até novembro o faturamento do setor era 29% maior em relação ao período de janeiro a novembro de 2007, passando de R$ 9,169 bilhões para R$ 11,803 bilhões.

A queda estimada de 3,8% da produção de milho para o próximo ano acabou influenciando a safra de grãos. O milho e a soja respondem por 89% da produção de grãos no Estado. Feijão, sorgo, algodão, amendoim e arroz, entre outras, respondem pelos 11% restantes. Segundo a Conab, a produção de feijão (primeira safra), de sorgo e de soja deve crescer, respectivamente, 13%, 2% e 0,2%.

"Como há escassez de crédito no mercado e o preço dos insumos está alto, os produtores optam por culturas em que o custo de produção é menor", explica o superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Seapa), João Ricardo Albanez. A expectativa era uma produção de 10,4 milhões de toneladas de grãos, mas deve ficar mesmo na casa dos 10 milhões de toneladas em 2009.


Fonte: O Tempo
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O Tempo

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