Japão confia no BC para a política monetária, diz ministro da Economia

Publicado em 08/10/2024 09:19

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O novo ministro da Economia do Japão, Ryosei Akazawa, disse nesta terça-feira que o governo confia na decisão do banco central sobre quando aumentar novamente a taxa de juros, em meio à incerteza sobre a preferência da nova liderança política por uma política monetária frouxa.

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que o banco central ajustará o grau de apoio monetário se a economia e os preços se moverem de acordo com sua previsão, disse Akazawa.

O presidente da autoridade monetária também disse que o banco central pode se dar ao luxo de gastar tempo examinando a evolução do mercado e que as taxas de juros reais permanecem profundamente em território negativo, segundo Akazawa.

"Decisões específicas sobre a política monetária estão sob a jurisdição do Banco do Japão", disse ele em uma coletiva de imprensa.

"Confiamos na decisão do Banco do Japão sobre como ajustar o grau de suporte monetário, de acordo com os acontecimentos econômicos e de preços", disse Akazawa em entrevista, deixando de lado a visão de que o novo governo iria lutar contra os esforços do banco central para normalizar a política monetária.

O novo premiê japonês, Shigeru Ishiba, surpreendeu os mercados na semana passada quando disse que a economia não estava pronta para novos aumentos na taxa de juros, uma aparente reviravolta em relação ao seu apoio anterior ao banco central, que estava retirando décadas de estímulo monetário extremo.

Akazawa disse que a principal prioridade do governo será fortalecer a economia, o suficiente para que ela não volte à deflação.

"O Japão está prestes a experimentar um aumento na inflação acompanhado de sólidos ganhos salariais, embora ainda não tenhamos chegado lá", com o crescimento do salário real ajustado pela inflação ainda estável, disse ele.

(Reportagem adicional de Yoshifumi Takemoto)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição