Minério de ferro sobe com demanda firme de curto prazo e mais cortes em taxas da China

Publicado em 21/10/2024 09:01 e atualizado em 21/10/2024 09:32

PEQUIM (Reuters) - Os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta segunda-feira, com a demanda de curto prazo permanecendo firme e com o mais recente corte nas taxas de juros na China, maior mercado consumidor de minério, elevando o sentimento.

Mas os ganhos foram limitados pela cautela quanto ao impulso exato que o mercado de aço poderá receber.

O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 1,45%, a 769,5 iuanes (108,18 dólares) a tonelada.

O minério de ferro de referência para novembro na Bolsa de Cingapura subiu 0,41%, para 102,1 dólares a tonelada.

A demanda de curto prazo pela principal matéria-prima de fabricação de aço se manteve firme graças às melhores margens do aço, disseram analistas.

A média diária de produção de metal quente aumentou pela sétima semana consecutiva, subindo 0,5% para 2,34 milhões de toneladas em 18 de outubro, enquanto a lucratividade avançou pela oitava semana consecutiva para 74,46%, segundo uma pesquisa com siderúrgicas realizada pela consultoria Mysteel.

Enquanto isso, a China reduziu as taxas de empréstimo de referência na fixação mensal na segunda-feira, depois de cortar outras taxas no mês passado como parte de um pacote de medidas de estímulo para reanimar a economia, impulsionando os mercados de commodities em geral, incluindo aço e minério de ferro.

Os ganhos de preços, no entanto, foram limitados por dúvidas persistentes sobre um rápido aumento na demanda a partir do conjunto de medidas de estímulo na segunda maior economia do mundo, que também é o maior consumidor mundial de metais.

"Embora o foco na redução dos estoques provavelmente acelere a recuperação, ele terá pouco impacto sobre a demanda de aço e ferro no curto prazo", disseram os analistas do ANZ em uma nota.

(Reportagem de Amy Lv e Mei Mei Chu)

Fonte: Reuters

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